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Comportamento, sim. Identidade, não

Geolocalização: agências, marcas e veículos têm o desafio de aproveitar oportunidades a partir da análise de dados mobile respeitando a privacidade

Fernando Murad
8 de maio de 2018 - 18h00

O universo digital apresenta uma série de oportunidades de negócios para as marcas a partir da análise de dados dos consumidores e a geolocalização tem se destacado neste contexto. “A localização dá a profundidade da vida real. Na web, temos vários comportamentos, mas muitos são aspiracionais. Tenho um amigo que adora motos e sempre visita sites, mas ele tem um problema de saúde e não pode dirigir. Os anúncios para ele são um desperdício. A geolocalização mostra o interesse real do consumidor. A privacidade é o grande risco: como separamos comportamento e identidade? A Localização pode ser vilão ou herói dessa história”, afirma André Ferraz, CEO da In Loco.

Ferraz, Loureiro, Xavier e Igor Ribeiro (Crédito: Denise Tadei)

As regras previstas pela nova Regulação de Proteção de Dados Gerais (GDPR), que entra em vigor na Europa a partir do dia 25 deste mês, por exemplo, deverão impactar outros mercados do mundo. “Privacidade de dados é um tema que vai pegar fogo”, ressalta Leo Xavier, CEO da Pontomobi Linked by Isobar. Para o executivo, a geolocalização deve ser vista como grande elemento da publicidade feita a partir de dispositivos móveis.

“Se pararmos para pensar, 91% da receita do Facebook vem de mobile advertising. Isso quer dizer que nove em cada dez interações acontecem nos dispositivos móveis. Sugiro que comecemos a discutir na abordagem mobile firt, qual o papel de veículos, agências e marcas no planejamento de campanha digital e não mobile. Geolocalização é mais importante do que apenas um elemento de campanha mobile”, comenta Xavier.

Para André Loureiro, líder regional Latam do Waze, o uso de dados agregados que não permite a identificação é parte fundamental do negócio. “Nosso serviço é de deslocamento. Dentro dessa lógica, a posição para a pessoa é como o editorial para a revista. Em cima disso, criamos a capacidade de entrega dentro da leitura natural que temos dos usuários. Usamos o espectro do serviço para entregar valor para usuários e marcas”, diz.

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