Meio&Mensagem

Como marcas e agências se aproximam dos games

Pipo Calazans e Tatiana Pacheco falam sobre a relação com a comunidade gamer

Valeria Contado
18 de novembro de 2021 - 18h12

Pipo Calazans, CEO da SunsetDDB e FTW DDB Brasil, Tatiana Pacheco, diretora geral e Thais Monteiro falam sobre a entrada de marcas e agências no mundo gamer (crédito: Gustavo Scatena)

Os games e eSports são oportunidades importantes para que marcas e agências criem um relacionamento mais amplo com novos tipos de consumidores: os gamers. Eles fazem parte de uma comunidade extremamente engajada e com alto poder de conteúdo. No entanto, o grande desafio, principalmente para as vertentes não endêmicas, é como se inserir nesse conteúdo. Pipo Calazans, CEO da SunsetDDB e FTW DDB Brasil e Tatiana Pacheco, diretora geral da Cheil Brasil, comentaram sobre o cenário dessa nova forma de publicidade na Trilha Games e eSports “Por dentro do jogo: porque marcas e agências criam hubs de games, que fez parte da programação do segundo dia do Proxxima 2021.

Para entender esse cenário, as marcas que quiserem se aproximar do universo gamer não podem ter medo de se arriscar em novos territórios e, mais do que isso, serem perenes em suas ações. Tatiana Pacheco comenta que o maior problema é que as marcas ainda têm receio de entrar no segmento e não ter um resultado imediato. “Não é uma compra de mídia performática. Eles não estão conectados a venda”, avalia a diretora. Pipo Calazans completa dizendo que é preciso se arriscar. “Precisa entrar na água gelada. E se der errado a gente arruma. E a jornada é muito grande”, alerta.

Além disso, é preciso ter claro qual é o proposito ao entrar num segmento como esse, já que, no universo gamer, as marcas encontram uma comunidade que não só consome conteúdo, mas o produz. “As personalidades geram conteúdo. Isso vai impactar o mercado como um todo “complementa Calazans.

Do lado das agências, o grande desafio é trazer a cultura para o ambiente de trabalho. Colocar na mesa personalidades gamers e incluí-las na conversa, de forma que elas estejam integradas aos assuntos de uma forma que não sejam separadas do grupo. Tatiana afirma que não faria sentido as criativas ficarem fora desse assunto que é tão importante atualmente, e que é preciso criar a cultura de que o universo gamer não é uma forma de mídia, ele tem o próprio timing, mas é necessário que cada projeto seja pensado para se inserir no segmento.

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