Meio&Mensagem

A habilidade – e necessidade – de reprogramar a rota

Com experiência na liderança de empresas que lideram a transformação digital, Claudia Woods, CEO da WeWork, aponta a flexibilidade como principal ativo para o sucesso no mundo corporativo

Bárbara Sacchitiello
18 de novembro de 2021 - 12h17

Claudia Woods é CEO da WeWork na América Latina (Crédito: Gustavo Scatena)

Quando a pandemia da Covid-19 teve início no mundo, Claudia Woods era CEO da Uber no Brasil e viu de perto os impactos que a restrição à circulação de pessoas teve na empresa – e em todos os demais setores da comunicação. Em meados de 2021, a executiva assumiu um novo desafio, tornando-se CEO da WeWork na América Latina. A situação, no entanto, não se tornou mais confortável. Afinal, a maneira como as pessoas trabalham e a ressignificação do uso do espaço físico dos escritórios passou a ser debatida como nunca e a companhia, especializada em espaços de coworking, sentiu a necessidade de repensar sua atuação para atender às novas demandas das pessoas.

Claudia contou, durante sua apresentação na abertura do segundo dia do Proxxima 2021, que a WeWork sempre teve em sua essência a proposta de conectar pessoas por meio de um ambiente de trabalho confortável e convidativo. A partir do momento em que esses encontros, justamente, foram proibidos por conta da circulação do coronavírus e o home-office virou o modelo padrão para muitas empresas, essa estratégia teve de ser repensada. “Naquele momento em que os encontros entre as pessoas foram proibidos, tivemos que acelerar um movimento que a WeWork tinha desde a sua fundação, que era mostrar que a relação das pessoas com os espaços físicos pode ser diferente. A flexibilidade chegou para ficar e isso vale tanto para as grandes empresas quanto para aquelas que tem apenas 3 ou 5 colaboradores. A relação e poder entre chefe e funcionários está diferente e as empresas terão de ter agilidade e humildade para entender as novas politicas que funcionam”, declarou.

Saber que o futuro será flexível, no entanto, não significa que o desafio será mais fácil. Apesar de ter a convicção de que o futuro do trabalho será híbrido, Claudia diz que não existe uma fórmula para saber como esse ‘híbrido’ se aplicará a realidade de cada empresa: quantos dias os funcionários trabalharão no escritório, como serão os escritórios físicos ou se algumas pessoas adotarão o home office permanentemente. “Ainda temos de formatar como esse híbrido será modelado. As lideranças sempre têm a tendência de procurar um novo padrão, mas, por enquanto, esse padrão não existe. A recomendação é que cada empresa reavalie suas políticas e suas regras a cada três meses. A realidade de uma empresa hoje será totalmente diferente da realidade dela no ano que vem”, pontua.

No cotidiano da executiva, essa flexibilidade também começou a ser mais trabalhada neste ano, quando o SoftBank assumiu as operações do WeWork na América Latina. Claudia contou que esse modelo trouxe uma independência para que a empresa coworking se molde à realidade brasileira, podendo ou não replicar os modelos e estratégias adotados em outros mercados. A pandemia também fez com que a WeWork criasse outros modelos de contratos, como o serviço All Access, modelo de assinatura que permite às empresas utilizar os espaços do WeWork nos dias e momentos em que desejarem.

“Para o próximo ano, com a vacinação avançada que estamos tendo, certamente teremos uma mudança de foco, saindo um pouco dessa conversa de contenção de crise que tivemos durante a pandemia, para voltar a falar sobre capilaridade, expansão em outras cidades e continuidade de nosso planejamento de crescimento”, complementou a CEO.

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