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Silvio Velloso, da Kimberly-Clark: “Inovação é um exercício de acerto e erro”

O diretor de tecnologia comentou as mudanças na jornada de consumo, tendências aceleradas e processos de transformação digital dentro da companhia

Giovana Oréfice
17 de novembro de 2021 - 16h30

Silvio Velloso, diretor de tecnologia da Kimberly-Clark, abordou temas relacionados à inovação (Crédito: Reprodução)

A pandemia inaugurou uma nova era das marcas em meios de consumo. Clientes mais exigentes, ascensão do e-commerce e jornada mais rebuscada estão entre os novos desafios das empresas que desejam se conectar de forma genuína com o consumidor para atingir o mesmo objetivo: alavancar vendas tomando a tecnologia como fio condutor para a sobrevivência à crise. Silvio Velloso, diretor de tecnologia da Kimberly-Clark, foi um dos convidados do primeiro dia de evento do Proxxima, em painel mediado pela repórter Roseani Rocha no palco Streaming, para discorrer sobre o desenvolvimento do comércio eletrônico e o futuro do canal no Brasil sob o tema “E-commerce: daqui para frente, tudo vai ser diferente?”.

De acordo com o executivo, a companhia encarou o momento como um acelerador de estratégias, em vez de uma adapação. Dentro da Kimberly-Clark, alguns cases de e-commerce encararam desdobramentos multiplataforma — estando presentes em marketplaces, B2B e varejistas de diversos portes –, que revelaram o poder do conteúdo da audiência com engajamento a partir de pontos de contato com os consumidores por meio de plataformas. Um exemplo da estratégia foi a criação do app de acompanhamento de ciclo menstrual Kyra e o Mais Abraços, voltada para pais à espera de bebês: são espaços digitais que objetivam entender a jornada compelta de consmo. “É uma forma de entregar utilidade, serviço, engajamento com esse consumidor e ao mesmo tempo conhecê-lo para poder retroalimentar essa cadeia interna de consumo”, disse Silvio.

O diretor trouxe à tona diversos dados de mudança do segmento, como o de que o Brasil foi campeão de downloads de apps de e-commerce e de que 50% das vendas no País são feitas pelo celular, por exemplo, reforçando que a fronteira entre o físico e o digital está mais tênue, representando uma mistura de jornadas. “O que a gente vê é cada vez mais , no Brasil, um consumidor mais exigente e o panorama de e-commerce tem melhorado bastante nesse sentido. A entregas estão e foram aceleradas na pandemia, então vemos ele mais ansioso e exigente, e isso vai continuar”, explicou. Ele afirmou ainda que o cliente passou a fazer das compras uma experiência que agregue conteúdo e conhecimento para além do produto.

“A curva de crescimento de e-commerce no brasil começa com passagens aéreas e transações, eletroeletrônicos, chega em bens de consumo e agora já se vê um sortimento completo de produtos e serviços que se pode comprar online”, contou Silvio ao se referir ao status do Brasil em relação a outros países, como Estados Unidos e China, que lideram o segmento no mundo. Ele encara a evolução como natural, uma vez que a tendência chegou aqui mais tarde. Ainda, o executivo avaliou a evolução em termos de melhora de entrega e métodos de pagamento – sobretudo com o open banking e o Pix.

Quando questionado sobre a visão que tem sobre o conceito de transformação digital, o diretor da Kimberly-Clark salientou que ela acontece na empresa a partir de um olhar holístico e que, ainda que precise acontecer sob uma gestão central, passa pelo empoderamento das áreas de negócios, desde o marketing — que tem papel fundamental no processo, uma vez que boa parte das soluções é voltada para o consumidor — até recursos humanos, a fim de estimular nos colaboradores e capacidade de fazer a transformação acontecer. Além disso, disse que é um movimento a curto prazo — preparado para reverberar no médio e longo prazo.

Ainda, a Kimberly-Clark conta com metas ligadas às iniciativas de negócios digitais, atuando em pilares de ações, como o de mudança de mindset até agilidade e inovação aberta. Esta última, muito valorizada pela companhia em deixar portas abertas para universidades e startups, por exemplo. De acordo com Silvio, todas as pessoas podem — e devem — ser inovadoras. Como conselhos, ele recomendou se manter aberto, perceber tendências e como elas podem ser aplicadas dentro da empresa e se basear na cultura da aprendizagem, estimulando também a coletividade e a cultura aberta. “Inovação é um exercício de acerto e erro”, declarou.

O final do painel foi marcado pelas perspectivas do futuro, em que a companhia pretende ser mais orientada em dados, mais ágil e mais aberta à inovação de fora. Silvio apontou que, em um mundo dinâmico, os prazos para transformações no setor de higiene foram reduzidos como em qualquer outro segmento.

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