Meio&Mensagem

Nossos games, nossas regras

PMP.BID e Itaú Unibanco falam sobre as possibilidades de negócios no universo dos jogos, que contemplam um público amplo e diverso

Bárbara Sacchitiello
17 de novembro de 2021 - 16h07

Cynthya Rodrigues, da PMP.BID e Robson Harada, do Itaú Unibanco, falam sobre as possibilidades de negócios que os games trazem para a moderadora Thaís Monteiro, jornalista de Meio & Mensagem (Crédito: Gustavo Scatena)

O universo dos gamers brasileiros é bem diverso. Existe o público altamente engajado nas mais variadas ligas e competições globais. Mas também há aquelas pessoas que, casualmente, abrem um aplicativo no celular para relaxar e passar o tempo com algum joguinho. Sejam heavy ou casual users, todas essas pessoas são o alvo de marcas e empresas que já compreenderam que fazer parte do universo gamer está longe de ser uma brincadeira.

No primeiro dia do Proxxima 2021, a trilha Games e eSports reuniu representantes de duas empresas que vêm desenvolvendo negócios dentro do ambiente dos jogos. Cynthya Rodrigues, business developmet director da PMP.BID conta que quando iniciou sua trajetória na empresa, que atua na área de mídia programática, o assunto ainda ocupava um espaço pequeno nas estratégias. “Embora o tema esteja bombando agora, sinto que ainda não podemos ‘chegar chegando’. Temos que pegar na mão dos anunciantes e fazer um forte trabalho consultivo. Acho muito importante essa parte educativa para reforçar o quão simples e importante é inserir a publicidade dentro dos jogos”, comenta a profissional.

Robson Harada, head of growth marketing do Itaú-Unibanco, contou como foi o processo de entrada da instituição financeira no ambiente dos games. Segundo ele, a proposta inicial era apresentar as primeiras comunicações do banco voltadas ao universo gamer no ano passado, mas a pandemia acabou alterando o esquema. Foi em 2021, então, que o Itaú começou a apresentar ao público o conceito “Isso Muda o Game”. “Nosso primeiro processo foi realizar uma escuta ativa para procurar um ângulo de entrada que falasse com a comunidade de maneira não-invasiva. Entendemos que o universo dos games é bem pulverizado e achamos que era interessante entrar nessa conversa por meio dos influenciadores e nos associando a projetos e causas que já aconteciam”, contou o profissional.

Gamers declarados, tanto Cynthya quanto Robson falaram à jornalista Thaís Monteiro, moderadora do debate, a respeito das oportunidades que o mundo dos games abrem para as marcas. Cynthya contou como a PMP.BID já vem inserindo as empresas em outdoor e espaços publicitários nos ambientes dos jogos e como essa estratégia vem ganhando mais espaço em marcas que não são, necessariamente, oriundas do segmento de jogos. “Hoje, quase 100% dos nossos clientes são marcas não-endêmicas”, contou. Embora seja apoiador de ligar e torneios, o Itaú ainda não realizou publicidade no ambiente dos jogos. A entrada, no entanto, não deve demorar a acontecer. “Pensamos em entrar nos jogos. Estamos criando uma narrativa e achamos que começar isso pela boca dos influenciadores traria mais legitimidade. A partir do momento em que criarmos mais consistência, entrar em advertising game é algo natural”, declarou Harada.

O executivo do Itaú também destacou que a presença de grandes anunciantes no segmento acaba sendo algo fundamental para profissionalizar o setor. “Quanto mais marcas patrocinarem times, mais teremos profissionalização. As empresas têm um papel vital para que esse segmento, no Brasil, se torne tão profissional como já é na Coreia do Sul, onde os influenciadores gamers são celebridades há mais de 20 anos”, comparou. Cynthya deu o exemplo de um comportamento que ainda acontece com as marcas que querem participar do universo. “Tem alguns anunciantes que chamamos de golfinhos, porque eles aparecem e desaparecem no segmento. Nosso trabalho é dar continuidade a esse projeto e trazer os anunciantes, de fato, para dentro dos jogos, para que elas falem com a comunidade gamer da forma correta”, completou a profissional.

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