Meio&Mensagem

Branded content: conteúdo, plataforma e creator são essenciais

Executivos da Trace Brasil e da Play 9 falaram sobre como ser original sendo branded em uma era de hiperconexão e disputa pela atenção

Amanda Schnaider
17 de novembro de 2021 - 19h26

Alberto Pereira, Head de Produção e Conteúdo da Trace Brasil, e João Pedro Paes Leme, CEO e Sócio-Fundador da Play 9, falaram sobre como ser original no branded content (Crédito: Gustavo Scatena/Imagem Paulista)

Durante a tarde do primeiro dia do ProXXIma, Ricardo Silvestre, CEO e Fundador da Black Influence, conversou com Alberto Pereira, Head de Produção e Conteúdo da Trace Brasil, e João Pedro Paes Leme, CEO e Sócio-Fundador da Play 9, sobre como ser original sendo branded em uma era de hiperconexão e excesso de opções de entretenimento, que acabam “roubando” a atenção das pessoas.

Pereira afirmou que essa é uma questão difícil, mas que no fundo branded content é conteúdo. “Se proponha a fazer um branded e não uma propaganda estendida. Para ser original sendo branded, temos que fazer branded primeiro”, reforçou. Leme concordou com o head da Trace Brasil, e complementou ressaltando que um ponto que conecta o mundo de branded e content é justamente entender que as marcas e as pessoas são mídia hoje em dia e que o trabalho em conjunto com o criador é fundamental. “Pensar o branded content muito bem feito é quase inadmissível sem considerar o criador”.

Tanto para Leme quanto para Pereira, além do creator, a plataforma em que aquele conteúdo está encaixado também determina o seu sucesso. “Tem espaço para todo mundo fazer conteúdo, mas é melhor escolhar muito bem, além dos criadores, onde isso vai ser exibido”, enfatizou o CEO da Play 9. Segundo Pereira, nesse cálculo de tentar otimizar as coisas, há muita gente fazendo a mesma coisa para várias plataformas, o que é ruim, porque cada plataforma tem sua linguagem.

Ricardo Silvestre então pediu dicas aos executivos sobre o que uma marca deve fazer para acertar o branded content. Para Pereira, a primeira coisa é conhecer seu público-alvo. “Temos que entender que o público não é ignorante e a publicidade precisa usar outros elementos para além do óbvio”, pontuou. “Bem integrado dentro de uma produção, o branded cria cases e associa valores para as marcas que vamos descobrir cada vez mais quais são esses valor”, completou o head da Trace. Leme, da Play 9, ainda reforçou que as empresas têm que ter mais ousadia e confiança nos influenciadores, porque eles têm sido os maiores parceiros das marcas, porque têm relevância com suas audiências.

O CEO da Black Influence ainda questionou Leme e Pereira sobre como o conteúdo que temos hoje irá se adequar com a chegada do metaverso. Para Leme, a geração de conteúdo não deve virar um bicho de sete cabeças. “Contar história sempre vai ser uma função humana, contar história continua sendo importante independente do meio e aí o que o metaverso traz é a possibilidade de cada vez mais gerar experiências”. Pereira não tem dúvida de que o Brasil irá se adequar bem ao metaverso, mas alerta que antes é preciso levar a conexão à todas as pessoas.

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