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Streaming e TV conectada abrem oportunidades para marcas

Yahoo, Samsung Ads e ViacomCBS apontam que o on demand desponta como forte concorrente da TV, o que significa atratividade para anunciantes

Sergio Damasceno Silva
17 de novembro de 2021 - 17h00

Brasil já tem 38 milhões de assinantes de serviços de streaming e segmento se torna oportunidade de publicidade para marcas (Crédito: Gustavo Scatena)

Quais são as oportunidades para as marcas com as mudanças na forma de consumir conteúdo? O consumidor saiu do consumo linear para consumo on demand, as empresas se adaptaram e criaram produtos. E tudo isso aconteceu quase que simultaneamente ao período da pandemia, ou seja, de dois anos para cá. Para as marcas, é oportunidade de entrar neste nascente universo de vídeo sob demanda gratuito (AVOD) e no streaming premium (SVOD), cujo modelo, por ora, ainda é à base de assinantes. Sob a mediação do diretor-geral do Yahoo no Brasil, André Izay, o diretor de sales & operations da Samsung Ads Latam, Essio Floridi, e o vice-presidente sênior de ad sales para AVOID e paytv da ViacomCBS, Fabricio Proti, apontam a educação como principal desafio para esse segmento que, com a proliferação dos serviços de streaming, começa a se tornar interessante para anunciantes.

Estudo do Yahoo projeto que as plataformas de AVOD e TVs conectadas devem dobrar de tamanho em termos de publicidade no próximo ano. O brasileiro é adepto do streaming – gasta 1,49 hora conectado no streaming -, não à toa, no último ano, todos os grandes players chegaram ao País. Para a fabricante de TVs Samsung, que abriu recentemente a Samsung Ads no Brasil, que detém o hardware, o software e os dados dos consumidores, é um meio de se viabilizar como mídia para outras marcas.

“O streaming virou mainstream”, afirma o executivo da ViacomCBS. “São 38 milhões de assinaturas de streaming no Brasil”, diz. Com serviços como o AVOD Pluto TV, da ViacomCBS, e plataformas como Samsung Ads e Vix, as marcas passam a ser protagonistas deste ambiente, diz Proti. Há mudança evidente de comportamento de consumo de conteúdo e a Samsung Ads nasceu na esteira dessa mudança em 2015, nos EUA, para responder a essa demanda, diz o diretor da Samsung Ads. “É um fabricante de TV que ocupa espaço em publicidade e temos algumas características próprias – inventários e dados próprios, somos donos do hardware e software. São características que fazem com que a plataforma fique atrativa para os anunciantes se conectarem com a audiência”, pontua.

Para Proti, da ViacomCBS, que oferece no Brasil tanto o AVOD Pluto TV quanto o SVOD Paramount+, esses modelos se complementam. “Faço comparação voltando alguns anos com relação entre TV paga e aberta. Assinamos a TV paga, mas nunca deixamos de assistir TV aberta. O SVOD e AVOD são a mesma coisa: 98% das pessoas que assistem Pluto assinam o SVOD Paramount+. Não existe só uma plataforma que supra a necessidade de conteúdo de uma família”, garante o executivo. O diretor da ViacomCBS diz que a Pluto TV é forma de entrada que gera lead e experiência para a Paramount+. “Nos EUA, isso já acontecia fortemente. De 5% a 10% de leads são gerados via Pluto, o que gera assinantes para a Paramount+”. Para a Samsung Ads, que se denomina como plataforma agnóstica – aceita o app da Pluto TV, Netflix, Amazon Prime, as duas modalidades conviverão em harmonia. “A pandemia acelerou o processo de mudança de hábito, foi a faísca para o consumidor buscar conteúdo”, atesta.

Izay, do Yahoo, ressalta a explosão de oferta de serviços de streaming no Brasil: “Dificilmente dá para assinar todos os conteúdos. E questiona:  tem algum número ótimo de streamings que o consumidor terá e como isso vira oportunidade pra AVOD? Floridi, da Samsung Ads, diz que ainda não vivemos a realidade da maturidade no Brasil, mas estamos a caminho: “O ticket médio (de assinatura de SVOD) gira em torno de R$ 100 e tem espaço para crescimento ainda. Mas, em algum momento, a fadiga chegará porque o bolso do consumidor é finito. Vemos número médio de assinatura de três serviços. As pessoas assinam porque estão interessadas em conteúdo. Mas haverá combinação entre o pago e o financiado pela publicidade. É o modelo da TV aberta, inclusive. Pessoas acessam conteúdo gratuito em troca da publicidade. ”Estamos em fase de namoro com esses serviços. Teremos ainda muito churn, troca grande. Vem o 5G por aí e o Brasil é mercado-chave para a Viacom. Não é fadiga, é namoro”, diz Proti.

Para os executivos, a preocupação que se deve ter, neste momento, é com não deteriorar esse ambiente. O desafio é conquistar, reter e monetizar o consumo das pessoas. “Iremos, com a Pluto TV, a 100 canais nos próximos meses”, exemplifica o executivo da ViacomCBS. A educação, defende Floridi, da Samsung Ads, é o ponto principal de fazer o novo mercado: “A audiência já migrou para o streaming. Claro, existe publicidade na TV linear ainda, mas basta ver o comportamento de consumo no dia a dia. Cerca de 60% do tempo dos consumidores que têm tv Samsung são dedicados ao streaming e só 40% ao linear”, revela.

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