Meio&Mensagem

Bem-estar em pauta

Na edição deste ano do Proxxima, saúde mental e seus inúmeros desdobramentos são objeto de discussões na trilha Futuro do Trabalho

Giovana Oréfice
16 de novembro de 2021 - 17h43

Nohoa Arcanjo, co-founder & growth Leader da creators (Crédito: Divulgação/Paulo Liebert)

O esquema de trabalho remoto somado às demais implicações da pandemia escancarou a necessidade de direcionar a atenção para a saúde mental dos colaboradores. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o conceito é definido como “um estado de bem-estar no qual um indivíduo percebe suas próprias habilidades, pode lidar com os estresses cotidianos, pode trabalhar produtivamente e é capaz de contribuir para sua comunidade”. Com a discussão conectada, em grande parte, à produtividade saudável, o tema vem sendo amplamente debatido, sobretudo nas agências.

Visando decifrar os desafios das companhias neste sentido, o Proxxima, que acontece nos dias 17 e 18 de novembro, em São Paulo, no formato híbrido, contará com a trilha Futuro do Trabalho. Dividida em três painéis, o evento recebe a palestrante Nohoa Arcanjo, co-founder & growth Leader da creators, plataforma que conecta talentos criativos a companhias inovadoras. Sob o guarda-chuva da temática “O bem-estar como ferramenta de atração de talentos”, a profissional abordará como as corporações podem desenvolver programas de bem-estar, como estratégia tanto para endereçar as necessidades físicas e emocionais dos colaboradores — e como isso pode se aliar à atração de novos talentos.

O ponto merece destaque principalmente no pós-pandemia. A Millennial Survey 2021, pesquisa global realizada anualmente pela Deloitte, mostrou que estresse e ansiedade são questões recorrentes no local de trabalho e que os esforços dos empregadores, segundo o ponto de vista dessa amostra, são ineficientes no tratamento do problema. Cerca de 40% dos millennials e indivíduos da geração Z sentem que as empresas não têm dado apoio ao bem-estar durante a crise sanitária. O levantamento ouviu 800 brasileiros, com idades variando entre 18 e 38 anos.

O gancho do cuidado para com os colaboradores surge no painel “Desconexão & empatia: saúde mental ou o ROI da empatia“. Métodos como o de yoga corporativa para promover o bem-estar no ambiente de trabalho, foram adotados por companhias como Sodexo, Cartier, Siemens, Accenture e Sanofi, por meio do Yogist, representado no Proxxima pela diretora Armelle Champetier-de-Ribes. Também COO e fundadora da Wokally, empresa que se propõe a propulsionar modelos de trabalho sustentáveis, a executiva participa da trilha junto a Juliana Goes, cofundadora do Zen App. A plataforma de meditação guiada se posiciona como um acompanhamento da jornada de autoconhecimento e transformação, com programas, exercícios, jornadas e cursos que podem ser aplicados na rotina dos usuários.

Ressaltando outro ponto importante ao especial Talento, o diretor executivo de operações da Mutato, Eduardo Zanelato, compactuou com a visão de que diversidade e inclusão em departamentos de marketing e criação é um ponto chave para refletir a comunicação com a população brasileira, fator que move a publicidade. Ao lado de Gabriela Rodrigues, head de cultura e impacto na Soko, a discussão sobre cultura e impacto nas agências dará vida ao segundo painel da trilha do Futuro do Trabalho. O debate deverá girar em torno do questionamento de como criar um ambiente em que as práticas e políticas internas estejam alinhadas com o discurso. A premissa é a de que a temática está na agenda da maioria das agências, como parte de políticas de ESG e como ponto de partida para posicionamento público junto a marcas.

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