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26 a 29 DE OUTUBRO DE 2020 | ONLINE

Os ecos de oportunidades dos assistentes de voz

Devices com valores acessíveis e investimento em tecnologia abrem caminho para a exploração do marketing no universo da voz

Bárbara Sacchitiello
29 de outubro de 2020 - 22h30

(Crédito: Gustavo Scatena)

Tocar uma música, informar a previsão do tempo, dar orientações de uma receita, contar uma piada. São muitas as funções que os assistentes de voz podem ter dentro de uma casa – e boa parte delas ainda nem foi explorada pelas marcas.

Com as participações de Ricardo Garrido, country manager da Alexa, da Amazon Brasil e de Conrado Caon, chief technology officer da Avellar, o painel “A desintermediação do mundo dos assistentes de voz” procurou falar sobre a forma como os devices vem fazendo cada vez mais parte da vida das pessoas e de que forma essa tecnologia pode ser aproveitada nas estratégias de marketing.

Os dois profissionais relataram que a pandeia impulsionou as vendas e o consumo dos assistentes de voz, pelo fato de as pessoas passarem mais tempo em casa. A Amazon já conta com 11 diferentes dispositivos de voz, com diversas faixas de preço e estilo. Todos eles estão conectados à Alexa, sistema de inteligência que acabou impulsionando um crescimento desse mercado desde quando foi lançada, no ano passado, até agora. “E já existe uma miríade de empresas que criam conteúdo digital e ferramentas para estarem presentes nesses assistentes, como Uber, iFood, Rappi, além de veículos de notícias”, comenta o diretor da Amazon.

Caon destaca que um aspecto positivo do uso dos assistentes de voz pelas marcas é a capacidade de atingir e se comunicar com um número elevado de pessoas. “O fato de os assistentes terem uma barreira de entrada mais baixa, faz com que eles cheguem mais longe e alcancem diferentes públicos”, comenta. Para dar um exemplo de como as marcas podem aproveitar essa tecnologia, o profissional deu um exemplo de um trabalho de sua empresa feito para a Disney, em que a empresa misturou diversas histórias do universo de fantasia da marca, para distribuir narrativas pelos assistentes de voz.

O profissional da Avellar também alertou que há um espaço enorme nesse segmento a ser explorado pelas marcas, sobretudo em relação ao voice-commerce (transações de e-commerce feita por voz) e ao marketing de busca por voz. “Algo muito importante é ajudar a trazer para esse universo os consumidores que nunca utilizaram a tecnologia”, declarou.

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