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Mais humano e digital: o normal do trabalho agora

Camila Novaes, gerente de marketing da Visa, cita o livro Os Caminhos de Mandela para falar sobre o impacto da digitalização no trabalho

Amanda Schnaider
29 de outubro de 2020 - 22h32

Na Trilha Comportamento, Camila Novaes, gerente de marketing da Visa, fala sobre como a jornada da digitalização impacta a relação das pessoas com o trabalho, passando por mentorias e tecnologia. Para chegar em uma análise da dinâmica do trabalho que se instaurou durante a pandemia, a gerente traz ensinamentos do livro Os Caminhos de Mandela e do povo Bantu.

 

Camila Novaes, gerente de marketing da Visa, cita o livro “Os caminhos da Mandela” para falar sobre o impacto da digitalização no trabalho (crédito: Eduardo Lopes)

Para mostrar a relação do impacto da digitalização no trabalho, Camila, primeiramente, avalia o que a Visa percebeu neste período de pandemia. “Quando falamos de pagamentos no e-commerce, teve 11% de crescimento, 12% de crescimento no gasto médio e na Argentina cresceu mais de 100%. Quando olhamos para débito online, ou seja, pagamentos pela internet com débito, cresceu 9% de março a junho”, comenta, completando que o contactless, que é o pagamento por aproximação, teve mais de sete milhões de transações. “De março do ano passado comparado com esse ano estamos falando de um crescimento cinco vezes maior e quando olhamos exatamente de março a junho deste ano, um crescimento de 30%”.

Essa mudança na forma de pagamento tem relação com mudança de comportamento, diz. Além disso, outra tendência observada na Visa foi que o uso do contactless foi três vezes maior em supermercados do que em relação a postos de gasolina, farmácias e padarias. “Um dado da Abecs indica que os pagamentos por aproximação cresceram 330%, chegando aos 8,3 bilhões de transações. Cinco entre cada dez brasileiros são consumidores digitais e usam seu cartão Visa para streaming de mídia e aplicativos de transporte”. Por falar em mobilidade, a gerente comenta sobre outra tendência identificada que é o uso do contactless em modais além do transporte público, como pedágio, barcas e aplicativos de carona.

Ao observar esses números da Visa, Camila indica que começaram a pensar de que forma essa digitalização poderia ser usada para quebrar barreiras. Uma dessas formas foi por meio do “Compre do pequeno”, hub para conectar pequenos empreendedores. “Quando falamos de pequenos empreendedores e desse hub, começamos a pensar nessa quebra de barreiras, porque antes eu vendia só para uma pessoa, vizinho. Agora, começo a transpassar região, mundo. Essa quebra de barreiras passa pela digitalização”, afirma a gerente.

Digitalização no trabalho
Porém, de que forma essa digitalização impacta o trabalho? A dinâmica do home office é um tanto quando interessante e particular, na qual há a mistura entre o público e privado, no qual é preciso aprender como humanizar as relações em uma cultura corporativa. “É um mix do público e privado, estamos trabalhando de casa, ao mesmo tempo a humanização continua existindo, não vai sumir, e temos a cultura corporativa. Como vamos lidando com tudo isso?” indaga.

Para ela, é preciso ter em mente que o presencial continua sendo a essência do trabalho e das relações humanas. “Estamos aprendendo usando as ferramentas digitais, tem muita coisa bacana que está acontecendo com isso, mas o presencial é a essência. Talvez agora começamos a ser mais seletivos quando falamos do presencial”, opina, afirmando que, apesar disso, o digital possibilitou que todas as pessoas envolvidas em um projeto participassem das reuniões, o que no presencial não acontece.

O programa de mentorias da Visa também mudou sua dinâmica com a pandemia. Em 2019, as mentorias eram individuais e, em um dado momento do processo, as startups iam para o hub de inovação no Vale do Silício e faziam imersão por uma semana. “Este ano, com tudo que está acontecendo, as mentorias continuam individuais no formato digital e as startups fazem visitas virtuais ao hub de inovação no Vale do Silício, mas também vão para Tel Aviv, Londres, Singapura e Nova York, de novo, removendo barreiras”, conta a executiva. As startups têm a oportunidade de ter uma visão muito mais global sobre mentoria, aponta.

Humanização
Dados, trabalho, digitalização, tudo isso passa por liderança, avalia Camila. “O presencial é essência, a digitalização está aí, estamos aprendendo, não temos respostas prontas, mas quando falamos de liderança e pessoas isso não muda”, afirma. Para mostrar esse olhar humanizado que, apesar da digitalização, ainda é a essência das coisas, a gerente traz ensinamentos do livro Os Caminhos de Mandela que abrangem: ser educado; elegância versus arrogância; criação de redes; política versus autoridade; tomadas de decisões de médio e longo prazo; coragem; e empatia. “Essa digitalização também nos acelera para as respostas e uma das coisas que o Mandela fala no livro é que temos que responder quando estamos seguros da resposta e isso não está atrelado ao tempo. Fica essa reflexão também, neste momento em que tudo é rápido, temos que saber dosar esse tempo de estar pronto para dar uma resposta”, diz.

Para embasar sua apresentação, Camila utilizou símbolos do povo Bantu, originais da África do século XVI, e que trabalhavam muito com tecnologia, apesar de ninguém saber como. “Eram nômades, eles erradicaram pela África por conta de pandemia, overpopulation, então migraram bastante. De novo, estou falando de África do século XVI, comentei de Mandela. Trouxe um pouquinho do Bantu aqui, porque o Bantu já trabalhava com tecnologia, o que estamos falando aqui hoje, mas estamos falando num outro momento”, finaliza.

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