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Nobru: “E-sports é foguete sem ré”

Para Bruno "Nobru" Goes, marcas que não entrarem na onda dos e-sports agora estão perdendo tempo

Thaís Monteiro
28 de outubro de 2020 - 21h48

Se ainda restam  muitas dúvidas de que o universos dos games e-sports é rentável em termos de engajamento e como carreira, Nobru é prova de que o segmento é. Há dois anos trabalhando profissionalmente com a categoria, o jogador de 19 anos foi indicado ao The Esports Awards 2020 como pro player mobile do ano, foi eleito o MVP (Most Valuable Player) do Campeonato Mundial de Free Fire e venceu a competição com seu time, o Corinthians, em 2019. Além de pro player, Bruno Goes é streamer e atinge, em média, 100 mil pessoas simultaneamente em suas live streams.

 

(Crédito: Gustavo Scatena/Imagem Paulista)

Antes de ingressar de cabeça no mundo dos esportes eletrônicos, Nobru queria ser jogador de futebol profissional e trilhava o caminho para isso. Da periferia da Zona Sul de São Paulo, ele começou a jogar o jogo Free Fire, desenvolvido pela 111dots Studio e publicado pela Garena, no celular que seu pai usava para enviar currículos na época em que estava desempregado. “Quando eu coloco que eu vou fazer algo, eu me jogo. Não é porque é um ‘joguinho’, como muitos falam, que eu não ia dar o meu melhor”, disse no ProXXIma.

Apesar de não ter reconhecimento ou credibilidade de seus próximos no início, a carreira de jogador profissional e streamer começou a lhe render frutos e hoje Nobru tem projetos proprietários e realiza grandes ações com marcas. Uma das iniciativas do jogador é a Copa Nobru, uma competição que ele sedia para revelar e premiar novos talentos do Free Fire. A primeira edição ocorreu este ano, em agosto, mas Nobru adianta que o projeto deve continuar para os próximos anos.

A intenção de criar a Copa Nobru foi inspirada pelos próprios campeonatos mundiais do jogo, que lhe trouxeram visibilidade e possibilitaram uma mudança de vida. “Tudo o que eu tenho hoje veio dos campeonatos do Free Fire. Então eu estou num ponto em que eu acho que posso revelar novos talentos. Lancei a Copa e conseguimos pegar 500 mil pessoas simultaneamente”, contou. O Free Fire, inclusive, é considerado um jogo mais democrático pois ele funciona até em celulares mais desatualizados e permitiu a descoberta de uma nova leva de criadores de conteúdo e competidores. Na perspectiva de Nobru, o universo desse game deve continuar crescendo.

Influência e marcas
Alcançando públicos de diversas faixas etárias e até de fora do País em suas redes sociais e livre streams, Nobru diz ser bem cuidadoso com sua influência. O jogador contou que tenta transmitir um lifestyle saudável para seus seguidores, mostrando que, mesmo ele sendo streamer e pro player, ele se alimenta bem e pratica exercícios.

Ele também tenta manter uma relação próxima com fãs, propondo uma troca autêntica e humilde e faz reuniões semanais com diferentes fã-clubes. Isso o acaba ajudando a colher dados sobre sua audiência que, por si só, já é atrativa para marcas. Já suas experiências com elas é de cocriação. “Eu não gosto de receber tudo pronto. Eu gosto de viver o projeto e dar minhas ideias”, afirmou.

Para ele, as marcas que não estão aproveitando essa primeira onda de popularização expressiva do e-Sports estão perdendo tempo. “É algo que vem dominando tudo e tem muito a demonstrar. As pessoas às vezes não sabem os números de engajamento e não conhecem os jogos. A gente vem quebrando barreiras e recordes e por isso entra a importância das marcas estarem presentes. Lá para frente pode ser mais difícil. Foguete não tem ré e é assim que eu vejo o cenário do e-sports”, pontuou.

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