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Evento ProXXIma

26 a 29 DE OUTUBRO DE 2020 | ONLINE

No digital, é preciso transformar o funil em megafone

Fundador da mLabs, Rafael Kisso destaca a importância das marcas engajarem seus clientes após a conversão, transformando-os em promotores de vendas

Bárbara Sacchitiello
28 de outubro de 2020 - 19h00

Por que algumas empresas investem dinheiro e energia nas redes sociais, nos buscadores e em outros ambientes digitais e, ainda assim, não obtém o sucesso esperado? A resposta pode estar em um foco exagerado no início da jornada do consumidor, em detrimento da continuidade do relacionamento com ele.

Essa foi a explicação dada por Rafael Kisso, fundador da mLabs, que aproveitou sua apresentação no ProXXIma para abordar como a participação da marca em todas as etapas da jornada do consumidor é fundamental para a garantia de bons resultados.

 

(Crédito: Gustavo Scatena/Imagem Paulista)

Logo de início, Kisso procurou corrigir o que acredita ser uma distração de conceito. “Não existe marketing digital. Existe marketing feito em ambientes digitais. Mas o desafio de atrair as pessoas para conhecerem e se engajarem com as marcas é o mesmo”, destacou.

O profissional elencou algumas estratégias importantes para as marcas conseguirem uma boa performance no ambiente digital. No início da chamada jornada do consumidor, ou seja no primeiro contato entre o consumidor e a marca, é necessário fazer com que a empresa apareça, as de forma relevante. “Depois que a pessoa descobre a marca, ela passa a considerar sua existência e, por isso, é preciso corresponder a busca que essa pessoa fará com uma presença forte no Google e com uma boa descrição nas redes sociais, para que a pessoa tenha uma boa impressão quando interagir com essa marca”, ensina.

O ponto principal destacado por Kisso, no entanto, foi o relacionamento entre marca e consumidores depois que uma primeira experiência de venda é realizada. Segundo ele, boa parte das empresas concentra tanto os investimentos no funil de venda, que esquece de dar atenção àquele consumidor após a conversão. Isso acaba gerando uma grande perda de oportunidade de ampliar a presença digital com a ajuda dos próprios consumidores.
“Ninguém pode recomendar mais uma marca do que o cliente. Ele comprou, fez uma escolha e sabe porque fez essa escolha. Então, as empresas precisam tornar esses clientes promotores de vendas”, declara. Mas como isso pode ser feito? Segundo o especialista, essa ampliaçãode engajamento pode acontecer por meio das próprias redes sociais. Uma rede de varejo de moda, por exemplo, pode convidar os usuários a postarem fotos usando as peças assim que as receberem. “88% dos consumidores confiam em recomendações feitas por outras pessoas, mesmo que não as conheçam. É preciso convidar os seus consumidores a falarem sobre sua marca de forma positiva e, assim, influenciarem outros”, concluiu.

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