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VidMob: o que é creative data e quais são os resultados

Miguel Caeiro e Camilo Barros comentam sobre o algoritmo escalável que decupa qualquer peça criativa, que permite cruzar os dados do consumo de mídia com os insights da criatividade

Amanda Schnaider
27 de outubro de 2020 - 20h09

“Dados é a palavra do dia”. Foi com essa frase que Miguel Caeiro, head of Latam da Vidmob, começou sua apresentação no ProXXIma 2020. De acordo com o executivo, mais da metade do resultado de uma campanha, hoje em dia, não vem só da mídia, compra de mídia e planejamento. “O resultado de uma campanha, cada vez mais, é impactado pela criatividade adaptada a cada cenário”, reforça.

 

Miguel Caeiro e Camilo Barros da VidMob falam sobre creative data e seus resultados (Crédito: Eduardo Lopes)

Com isso, em um mundo cada vez mais complexo em termos de formatos, plataformas e tecnologias, conquistar a atenção do ser humano está cada vez mais difícil. Para entender um pouco esse novo cenário, a VidMob listou três grandes desafios para o mercado. O primeiro é ter mecanismos escaláveis, o segundo é incluir as métricas no jogo e o terceiro é ter um processo muito simples e linear. “A forma de comunicar no mundo digital precisa mudar, já está mudando”, comenta o executivo.

Dessa forma, a VidMob criou o que chamou de creative data (dados criativos), um algoritmo escalável que decupa qualquer peça criativa, que permite cruzar os dados do consumo de mídia com os dados que vêm dos insights da criatividade. “Começamos a entender qual é a identidade criativa de uma marca ao longo do tempo e na campanha atual e conseguimos corrigir isso na hora”, revela Caeiro.

Após analisar todos esses dados, a VidMob começa a desenvolver estudos, como o que fez em parceira com o Facebook, que analisou a performance do mercado de e-commerce nas datas sazonais, desde a Black Friday até o Natal. Entre 2018 e 2019, mais de oito mil anúncios foram analisados, com 35 marcas e 429 campanhas. “Muita coisa que apareceu nesse estudo se tornou referência para nós durante este ano de pandemia. Dados que foram comprovados durante este período”, comenta Camilo Barros, head of partnerships Latam na VidMob.

O primeiro resultado do estudo que mostra a evolução do mercado é que quem investiu em vídeo teve um retorno 48% maior do que quem investiu no estático. “Isso vem muito contra o próprio dado de investimento do mercado nessas duas janelas pelas quais 56% dos investidores aplicaram seu investimento em estático, e não em vídeo”, completa Barros.

O segundo dado revelado pelo estudo é que os vídeos de 10 a 15 segundos, os snack vídeos, performaram melhor do que os vídeos maiores. “Você consegue trazer um pouco mais de informação, o que é necessário, sem que seja longo demais para perder relevância”, revela o executivo.

O terceiro insight do estudo é que é preciso começar os três primeiros segundos da mensagem com algo impactante, pois isso gera 46% mais crescimento em relação à métrica de conversão. “Saber escolher sua comunicação é, de fato, muito importante”, comenta. Além de mensagem forte, é preciso escolher uma palavra de ordem. “Escolha sua palavra forte, de ação, de forma clara. Se quer vender, é compre, se quer que a pessoa visite seu hotsite, é saiba mais aqui. Não dá para inventar muito. Estamos falando de cinco vezes mais retorno quando utilizamos uma palavra forte”, indica Barros.

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