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É possível ser grande e pensar como startup?

VP de marketing da Acesso Digital, Gabriela Onofre conta o que aprendeu ao mudar rumos da carreira e como essas lições podem servir para executivos em empresas de qualquer tamanho

Renato Rogenski
27 de outubro de 2020 - 16h25

Gabriela Onofre: “O chefe não é mais a fonte de todo o saber. No pensamento de startup, a construção é coletiva”. (Crédito: Eduardo Lopes)

De que maneira a relação com startups pode mudar o modo de pensar e trabalhar de executivos de todas as dimensões e segmentos? Com a experiência de quem trocou mais de 20 anos de carreira em grandes companhias por uma nova experiência como VP de comunicação e marketing da Acesso Digital, especializada em tecnologia de reconhecimento facial, Gabriela Onofre ofereceu sua visão sobre esse processo de transformação.

Mais do que uma transição de carreira, como aconteceu em seu caso, a profissional acredita que mudar de empresa ou de segmento não representa necessariamente o único meio de alterar o mindset com processos mais rápidos, produtivos e enriquecedores. Ela defende ser possível abraçar projetos de inovação aberta, aceleração, incubação e metodologias ágeis em qualquer empresa, desde que se tenha propósitos claros.

O que seduziu a executiva em seus novos passos profissionais, entre tantas outras coisas, foi a capacidade de reinvenção e aprendizado inerente ao conceito de startup: “Precisava de ar fresco, disrupção e um cenário que me tirasse do status quo. E também queria aprender mais, porque neste novo mundo VUCA, cheio de volatilidade e incerteza, é necessário ter novas competências e habilidades”, explica.

Entre os aprendizados do caminho, onde diz sentir ter vivido dez anos em um, tempo em que está na nova empresa, Gabriela destaca pontos como a necessidade de ser flexível e de buscar propósitos que sejam poderosos. “Vamos planejar? Vamos, mas é preciso ter uma cultura ágil para traçar novas rotas, porque o caminho pode mudar. Além disso, a startup nasce sempre de um propósito muito grande e vive o dia a dia intensamente focando nisso. A gente, por exemplo, tem a perspectiva de revolucionar uma sociedade inteira por meio da tecnologia. Sonhamos com uma calça sem bolso, onde as pessoas possam realizar qualquer processo por meio da tecnologia facial, sem nenhuma fricção”, pontua.

Para desenvolver tal propósito e colocar produtos e serviços na rua todos os dias, Gabriela também destaca ser essencial não apenas conhecer o consumidor, mas construir com ele. É ter o pensamento de que esse cliente é a razão da empresa e é necessário se apaixonar por seus problemas. “Muitas vezes partimos de um problema com o cliente, prototipamos, voltamos, desenvolvemos um MVP (produto mínimo viável), entendemos o que pode mudar, depois ajustamos com o cliente, até o processo estar inteiramente afinado”, ressalta.

A executiva também elencou dois outros pontos como fundamentais em sua mudança de pensamento. Com startups, ela aprendeu que errar é permitido e importante dentro do processo de inovação, com lições ricas para o futuro dos negócios. E também que a diversidade é essencial para a criação de produtos e serviços realmente inovadores. “Não falo apenas de raça e gênero, que evidentemente são muito importantes, mas também de pessoas com perspectivas, vivências e backgrounds diferentes, sob o ponto de vista de trajetória pessoal ou profissional”.

Por fim, a VP de comunicação e marketing da Acesso Digital ressalta a importância de lideranças que permitam a expansão desses conceitos, por meio de visões claras, entendimento das fortalezas e ambientes, coragem para tomar decisões e flexibilidade para adaptações. “O chefe não é mais a fonte de todo o saber. No pensamento de startup, a construção é coletiva”, finaliza.

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