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Evento ProXXIma

26 a 29 DE OUTUBRO DE 2020 | ONLINE

Podcasts: audiência, dados e marcas

Carlos Merigo, sócio e criador do B9, e Thiago Barbosa, gerente de jornalismo da CBN RJ, refletem sobre momento do áudio na pandemia

Thaís Monteiro
26 de outubro de 2020 - 21h16

 

(Crédito: Eduardo Lopes/Imagem Paulista)

O mercado de podcasts vem em uma crescente ano a ano conforme grandes empresas de conteúdo começam a explorar o formato e plataformas de streaming passam a investir em programas originais para se diferenciar dos demais players concorrentes. Em 2020, momento de ascensão do podcats, a  pandemia deu uma abalada no segmento, apontaram Carlos Merigo, sócio e criador do B9, e Thiago Barbosa, gerente de jornalismo da CBN RJ, no ProXXIma 2020.

Apesar do conteúdo relativo ao noticiário ter ganho notoriedade durante o final do primeiro trimestre e início do segundo, pois o público para se manter informado sobre os avanços do contágio, na parte de entretenimento o consumo caiu já que muitos ouvintes usam o deslocamento e outras atividades cotidianas na área externa para ouvir o formato. Parte da perda foi compensada por usuários ávidos que passaram a ouvir mais dos podcasts.

Ainda que o número de ouvintes entre os meses de maio e agosto terem se mostrado abaixo do mesmo período em 2019, a projeção é de que a soma deste ano ainda seja maior, disse Carlos Merigo, sócio e criador do B9. Segundo o executivo, o consumo de vídeo cresceu e o de áudio sofreu uma queda de 30% durante a pandemia. Com o processo de retomada, a tendência é que os números voltem a se estabilizar.

Mesmo contando com alguns dados, a consolidação dessas informações é um desafio para as produtoras de podcasts. A maior quantidade de streamings e necessidade de estar em todos eles faz com que os programas tenham que buscar em diferentes fontes os números de ouvintes.  Para os entrevistados, essa é uma tendência longe de cessar, já que as plataformas continuam disputando espaço e investindo em programas originais, produzindo originais e outros.

“Acho que podcast é um jeito moderno e de se ouvir, mas é rádio. A pessoa escolhe estar lá, ela vai buscar o que ela gosta. Nesse sentido, é muito mais Instagram do que Facebook”, afirmou Thiago Barbosa, gerente de jornalismo da CBN RJ.
Relação com marcas

De acordo com Merigo e Barbosa, se antes o desafio era explicar às marcas o que era um podcast e como fazer parte dele, hoje o obstáculo é ensinar à elas que as mesmas não precisam ter um podcast próprio para se comunicar com os ouvintes. “É como na época dos blogs, todos querem ter um, mas não necessariamente faz sentido”, argumentou Merigo.

Alguns dos formatos de anúncio em podcast incluem spots, branded content ou episódios temáticos. No jornalismo, diz Barbosa, o melhor aliado é o banded content já que o repórter não menciona marcas em publicidade, por protocolos. A rádio acaba recomendando podcasts do mesmo segmento que a marca anunciante para encontrar as melhores parcerias. “Se a marca quiser ter um podcast, nada melhor do que anunciar em outros podcasts porque assim você já está falando com uma audiência que consome o formato”, recomendou Barbosa.

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