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26 a 29 DE OUTUBRO DE 2020 | ONLINE

Flagcx e Suno United: não há fórmula para o sucesso

Executivos opinam sobre novos modelos de negócios e o papel da criatividade durante a pandemia

Thaís Monteiro
26 de outubro de 2020 - 17h53

Mesmo que, a princípio, sejam diferentes — a Flagcx, uma holdig, e a Suno United Creators, uma agência –, quando a discussão se trata de novos modelos de negócios e o momento atual da publicidade, as opiniões de Roberto Martini, sócio e CEO da Flagcx, e Guga Ketzer, sócio e CEO da Suno United Creators, se assemelham.

 

Guga Ketzer e Roberto Martini acreditam que a criatividade vai ganhar mais valor nos próximos anos (Crédito: Eduardo Lopes/Imagem Paulista)

Presentes no primeiro painel da trilha Agências, do PróXXIma, os executivos expressaram que o modelo full service de agência e estruturas universais de trabalhar na publicidade não fazem mais sentidos nos dias atuais. É necessário criar um modelo que condiz com a essência de cada empresa porque os clientes interessados no seu modelo virão. Para eles, não há mais fórmula do sucesso como antes foi tão explicitado.

“Já flertamos com o modelo antigo, mas não faz parte da essência e esse é um dos motivos para os clientes virem. Cada uma tem a sua essência e especialidade e seu jeito de expressar e modelagem. Uma coisa que vivi é a agência full service, mas hoje é impossível ser full service. No mesmo momento em que expressamos isso, não conseguimos cumprir. Focamos muito nisso, porque achamos que, se você não for especialista, você vai perder seu valor muito rápido”, explicou Martini.

Uma opinião compartilhada entre Martini e Ketzer é a de que as múltiplas especialidades e tentativas de atender a todas as tendências que surgem cada vez mais rápido são impossíveis e ruins para os negócios. Para a Suno, é essencial que a relação com o cliente tenha profundidade, o que é refletido no número de contas que atendem. “Servimos para poucos porque acreditamos em profundidade. Não trabalho com briefing porque, se eu não souber o que eles precisam, alguma coisa está errada”, exemplificou.

De acordo com ambos os CEOs, a pandemia ajudou a colocar em voga a valorização da criatividade enquanto substrato para resolução de problemas. Para Ketzer, atualmente e devido ao momento de incerteza elevado pela pandemia, as empresas e marcas já estão começando a entender que a publicidade é um vetor de transformação. “Durante muito tempo, o espaço da criação foi usado para esconder fragilidade e segurança, para parecer que é poderoso. Eu acho que a criatividade vem da insegurança. Quem é seguro, repete fórmula e tende a ser menos criativo”, argumentou o CEO da Suno.

Martini tem a percepção de que a criação vai triunfar nos próximos anos e que será possível quantificar o valor da criatividade. “Vamos chegar num momento que quantificaremos o valor da criatividade. Neste lugar de transformação e tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, originalidade vai ter um valor tão grande que, de fato, vamos imperar nesses próximos anos. Mas temos que fomentar a criatividade”, diz o executivo da Flagcx.

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