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26 a 29 DE OUTUBRO DE 2020 | ONLINE

Camilla de Lucas: “O TikTok permite que as pessoas sejam livres”

Criadora de conteúdo aponta diferenciais do aplicativo da Bytedance e como as marcas estão se fazendo presentes nele

Thaís Monteiro
26 de outubro de 2020 - 22h23

Produtora de conteúdo há cerca de quatro anos, Camilla de Lucas viralizou ao pulicar um vídeo seu criado para o TikTok no Twitter e Instagram. O conteúdo ganhou o nome “saindo de fininho” — vídeo em que a influenciadora simula ir a um lugar, mas ao ouvir algo que desgosta, desiste. Desde então, a criadora de conteúdo começou a ganhar mais seguidores, mídia e convites para colaboração com marcas. De acordo com Camilla, é importante sempre imprimir um toque autoral ao seu trabalho.

 

(Crédito: Eduardo Lopes/Imagem Paulista)

No TikTok desde março, a influenciadora percebe que a plataforma chinesa dá mais liberdade para os usuários e marcas se expressarem, mesmo errando, e rirem de si mesmas. Além disso, ela opina que é a rede social que melhor tem feito uso do vídeo vertical e dando um novo rosto para o formato.

“O Instagram é mais cenário bonito. O YouTube nem tanto, mas também porque as blogueiras tem o seu fundo para gravar. No TikTok, a galera não tá nem aí. As pessoas não estão preocupadas se o fundo tá rebocado ou não. O pessoal tá aberto. Ainda tem as redes de maior glamourização, mas as pessoas não querem mais, querem naturalidade”. explicou.

Para a influenciadora, o que a informa sobre o sucesso de um conteúdo é o número de compartilhamentos dele, pois demonstra que, além da pessoa ter gostado do conteúdo, ela ainda sentiu a necessidade de enviar para um amigo.

Apesar do Instagram ter lançado ferramentas semelhantes ao TikTok, para ela, o Instagram dificilmente deve superar a plataforma da Bytedance pois o algoritmo de recomendação de conteúdo no TikTok ainda é melhore. Camilla ainda acha que a rede tem potencial de crescimento, principalmente entre as gerações mais velhas.

Neste semestre, as marcas começaram a apostar mais no app chinês e Camilla observa que essa aproximação tem dois lados: para anunciar produtos e serviços ou para se reposicionar. “Tem marcas que querem vender produto e outras reposicionando para vincular o nome dela com essa nova comunicação, que somos nós do TiTtok. Ela está mostrando que ela tá ali com a gente”, contou.

De acordo com a creators, as marcas normalmente vem a ela com um tema e eles trabalham juntos encima desse tema. Algumas, disse, já tem músicas próprias para as danças famosas no app ou querem fazer uso do humor, que é um dos segmentos que mais engajam. Segundo ela, por o TikTok ser uma rede social muito centrada no humano e não tradicional, as marcas devem manter a cabeça aberta e colaborar com criadores de conteúdo.

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