Meio&Mensagem

Evento ProXXIma

26 a 29 DE OUTUBRO DE 2020 | ONLINE

4G tem muito a oferecer antes da 5G se tornar viável

Com início da migração para a quinta geração, as redes atuais terão espaço e qualidade para desenvolvimento de conteúdo pelos creators e maior possibilidade de produção e consumo de conteúdo

Sergio Damasceno Silva
26 de outubro de 2020 - 17h10

O que os produtores de conteúdo e marcas podem esperar das redes 5G, com uma nova lógica de acesso à internet, com altíssima velocidade, até 40 vezes superior à atual, e a latência baixíssima, quase nula? E como as tecnologias imersivas têm de desenvolvido antes que esse mundo ideal chegue? Com essas questões, o cofundador da Môre, Léo Xavier, abriu o debate da trilha 5G neste primeiro dia de ProXXIma 2020, com a diretora de inovação da O2 Filmes, Janaina Augustin, e o cofundador e CTE da Arvore Immersive Experiencies, Rodrigo Terra.

Nos últimos cinco, seis anos, tecnologias imersivas como realidade virtual (RV), aumentada (RA) e estendida (RX) se desenvolveram e se tornaram mais acessíveis. “O ponto agora é saber quem vai ter o próximo iPhone moment”, diz Terra, sobre os players que dominarão os devices dessas tecnologias. Estão neste jogo nomes como Facebook (Oculus e a plataforma Spark Hub e o Frame Studio, que são plataformas de criação de efeitos para RA; além dos filtros do Instagram), Google (que usa RA no buscador e em Maps) e Apple, entre outros. Janaina, da O2, avalia que o Brasil tem duas realidades distintas sob o ponto de vista das produtoras de conteúdo: uma, amparada por pessoas que, mesmo sem a estrutura, dão a cara a tapa, montam as câmeras e faz, em 2015, um clipe de 360 graus da Ivete Sangalo que foi campeão mundial de visualizações. Por outro lado, tem os pequenos creators que surgem a partir de uma pequena plataforma, neo-creators de filtros em quantidade gigantesca que trazem para as produtoras e marcas outras possibilidades de conteúdo que não existiriam se não fossem eles, os pequenos criadores.

Xavier lembra que o leilão da 5G, antes previsto para este ano e agora planejado para ocorrer em 2021, no primeiro ou segundo semestre, a um volume estimado em R$ 20 bilhões, deve renovar a base móvel do Brasil, com a instalação de infraestrutura (antenas e redes) por parte das operadoras e troca de smartphones pelos consumidores. A 4G foi licitada no País em 2012 e, portanto, a rede está em implantação há quase uma década, destaca Terra. “A 5G não será a salvação da lavoura para 2023 e 2025, para o sistema massificar, precisa de uma janela maior de adoção. Mas temos que olhar para o 5G e começar a trabalhar desde já porque a área de games será completamente reestruturada por conta disso. A cada geração e passo que damos, rompemos com o que estava no passado e isso vale para 5G. O conteúdo em tempo real é o próximo passo e serviços, quando não precisarmos de aparelhos caros e processarmos em nuvem e games com conteúdo em tempo real”. Antes disso, Terra diz que dá para melhorar a 4G, com barateamento maior de equipamentos, e rede mais estável, com 200 Mbps de picos de download. Não é o ideal, ideal é o tempo real, mas com 4G mais estável e abrangente, as pessoas podem baixar e ver mais conteúdo, afirma.

Para Janaina, a 5G trará automatização dos processos de pós-produção. “A 5G pode não ser popular ou democrática no começo, mas pode ajudar a melhor o espaço para usar o 4G, desafoga a banda (tem mais antena de celular em SP do que na Amazônia), e, portanto, já é maravilhoso ter 4G livre”, diz. Para a diretora da O2, as marcas, talvez, serão mais impactadas porque, com a internet das coisas, será possível saber as tendências de consumo e entender o que as pessoas querem e, em cima disso, fazer publicidade”, pontua.

Rodrigo antevê que o mercado tem que abrir o diálogo e entender mais sobre entretenimento e marca, ao vivo e em tempo real, porque os eventos esportivos e outros serão impactados pelas realidades mista, virtual e aumentada. “Isso se reflete no trabalho, quando falamos com agências e marcas. Agora, está chegando o momento em que a publicidade olha para conteúdo em tempo real – com ações dentro dV, RA e RX”, afirma.

Publicidade

Compartilhe

  • Temas

  • Arvore Immersive Experience

  • Janaina Augustin

  • Leo Xavier

  • More

  • O2 Filmes

  • Rodrigo Terra

Patrocínio

Realização