Meio&Mensagem

Evento ProXXIma

17 E 18 DE NOVEMBRO - WTC SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

A jornada de transformação de grandes marcas

Carolina Sevciuc, da Nestlé Brasil, e Renato Shiratsu, da Coca-Cola Brasil, contam como processos inovadores cresceram em suas empresas

Victória Navarro
7 de maio de 2019 - 21h03

Cases bem estruturados e com boa entrega são hoje indispensáveis, graças às novas tecnologias e à concorrência acirrada. Nesta terça-feira, 7, durante o ProXXIma 2019, Carolina Sevciuc, diretora de transformação digital na Nestlé Brasil, e Renato Shiratsu, diretor de inovação na Coca-Cola Brasil, contaram detalhes de trabalhos bem-sucedidos das empresas em que atuam.

Carolina Sevciuc (crédito: Denise Tadei)

Carolina Sevciuc
“Há dez meses, meu chefe olhou para mim e falou que queria montar uma área de business. E, falei que o máximo que entendo de business e digital era pedir um táxi, acessar banco via aplicativo e outras coisas. Comecei uma jornada dentro da empresa, em que começamos a receber diversos parceiros. Entendemos que tínhamos pilares cruciais para começar uma área de inovação.

Para isso, aprendemos que precisamos desenvolvendo o intra empreendedorismo, ou seja, promover atitude de dono em todos os colaboradores. Recebemos mais de 250 projetos, tivemos 600 participantes e selecionamos 20 projetos que, ao lado de parceiros externos, receberam treinamentos. Entre nove projetos acelerados, sete foram implementados. Outro projeto é o quick win use case, que visa tangibilizar a transformação, garantindo ritmos de execução e visualização de projetos. Os nossos ciclos são de cem dias. Métricas também são importantes. Temos métricas de tudo.

Aprendemos também que em uma área e em uma empresa como a Nestlé, é preciso orquestrar setores. Dentro da empresa, mapeamos mais de 25 iniciativas, também temos sete apps e cinco chatbots rodando. Já foi o tempo em que pautávamos conversas, queremos participar de conversas. Não fazemos sozinhos. Nos cercamos de parceiros capazes de nos ajudar a levar experiência ao consumidor. Somos um agente de mudança.

Todos os projetos de transformação digital que minha área opera envolvem pessoas e cultura. Mas, não é fácil. Porém, é gratificante aprender isso. A transformação digital só se dá via pessoas. A Nestlé por muito tempo foi vista como um transatlântico. Nossas áreas são como pequenos botes que vão mudando o transatlântico de lugar.”

Renato Shiratsu (crédito: Denise Tadei)

Renato Shiratsu
“Trabalho na área de inovação de produto físico. O que estamos fazendo com digital transformation dentro da Coca-Cola é mudar o mindset. Todas as empresas entenderam que precisam mudar, principalmente as multinacionais que viram o crescimento das startups e a forma como elas estão mais próximas do público. Criamos a área de digital transformation há dois anos. Esse setor foca em como suportar e-commerces concorrentes. Colocamos no ar a loja da Coca-Cola, para atender o que as pessoas estão buscando. Também trabalhamos o tempo real, por meio do marketing digital. Por meio de todos os canais, criamos uma conversa participativa com o consumidor. Agora, ainda começamos a estruturar a nossa área de dados. Mas, acho que o principal pilar é cultura: fazer de fato, colocar a mão na massa.

Quando decidimos que queríamos trabalhar de forma diferente de só olhar as pesquisas, começamos a pensar em como de fato podíamos estar próximo do consumidor. Com a participação dele, entendemos que teríamos um crescimento sustentável. Precisamos coletar dados que desencadeiem ações. Além disso, precisamos cocriar, seja com consumidores ou com fornecedores. A versão 2.0 só vai existir porque a versão 1.0 não era muito boa.

Na Coca-Cola, criamos uma área diferente. Começamos a selecionar um time que trabalharia 100% dedicado. Recrutamos por perfil, e não por área específica, pessoas que queriam fazer coisas de forma diferente. Esse time também tem autonomia. Não transferimos o poder decisão do presidente. Na verdade, o time está em contado direto com o consumidor. Então, quem está tomando decisão é o cliente.

O que possibilitou trabalharmos dessa forma foi a rotina. Temos um ciclo de dois meses, é o prazo para entregar. Mensalmente, temos reunião, onde apresentamos ao vice-presidente e presidente o que estamos fazendo. E, eles apresentam sugestões. Além disso, a cada 15 dias, paramos e fazemos uma reunião para entender o que podemos fazer para que determinado projeto avance. E, todo dia de manhã nos unimos para garantir que tenha integração no time.

Fizemos o lançamento da marca Yas. Envolvemos os nossos parceiros e devolvemos fórmulas em menos de 30 dias. Quando lançamos o produto, apresentamos um rótulo que não era transparente. Gastamos R$ 240 para fazer uma pesquisa com o público para entender qual rótulo eles preferiam. Gostavam mais do transparente. Com isso, ganhamos tempo. Mês que vem, estará nas ruas a terceira versão de rótulo. Temos que garantir o diálogo com o consumidor”.

Publicidade

Compartilhe

Realização