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Evento ProXXIma

17 E 18 DE NOVEMBRO - WTC SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

O que marcas e agências podem aprender com a cultura maker?

Ícaro de Abreu, head de inovação da IBM, e Heloisa Neves, do laboratório WeFab, destacam a importância do processo de prototipagem, dos squads e sprints no universo maker

Karina Balan Julio
7 de maio de 2019 - 16h58

Isaque Criscuolo, estrategista de distribuição de conteúdo do Meio & Mensagem; Ícaro de Abreu, head de inovação da IBM Latam;  Heloisa Neves, fundadora do FabLab; e Luiz Gustavo Pacete, editor-assistente do Meio & Mensagem. Foto: Denise Tadei

De tempos em tempos, algumas expressões do mercado criativo independente caem no gosto do mundo corporativo, e a “cultura maker” é uma delas. Durante o Proxxima 2019, representantes da área de inovação da IBM e do laboratório WeFab, especializado em prototipagem de projetos, conversaram com a equipe do Meio & Mensagem sobre como anunciantes e grandes agências podem se apropriar do universo maker de forma genuína – para além do hype.

Mas o que é a cultura maker? Em essência, as metodologias makers priorizam a execução dos projetos e o momento “mão na massa” em detrimento do planejamento excessivo.

“O protótipo é a nossa vida. Não queremos saber de apresentações de slides ou power point. Às vezes é mais interessante começar fazendo do que encher uma parede de post-its com ideias que são só um monte de frases”, brinca Heloisa Neves, cofundadora do laboratório WeFab, que já realizou protótipos de experiências para marcas como Nestlé e L’Occitane.

Ela conta que, diferentemente do imaginário popular onde makers só prototipam produtos físicos, o princípio básico destes profissionais é o de que esta cultura pode dar luz a qualquer tipo de serviço e experiência.

Embora seja associado ao movimento DYI (Do it yourself), o movimento maker pressupõe a colaboração plena e não hierarquizada entre profissionais de diferente áreas. “A cultura maker exige que as lideranças libertem as pessoas para trilharem caminhos diferentes do planejamento inicial, o que é muito difícil em estruturas onde os chefes precisam autorizar todas as etapas de um processo”, avalia o head de inovação da IBM para América Latina, Ícaro de Abreu.

“Gostamos de colocar diversos players no laboratório desde o início de um projeto, desde o time de marketing, de Pesquisa e Desenvolvimento até o consumidor final”, acrescenta Heloisa.

O processo de criação maker

A estrutura de desenvolvimento maker geralmente é baseada em “sprints” ou maratonas de prototipagem, que envolvem desafios semanais para ideação, execução e rodas com consumidores. O objetivo é acelerar o processo de desenvolvimento de um produto ou serviço ao motivar times interdisciplinares – ou squads – a testarem soluções de forma ágil e autônoma.

Para agências e outras empresas com estruturas verticais, no entanto, pode ser mais difícil a implementação de processos inspirados na cultura maker. “Agências de forma geral ainda operam em estruturas piramidais, e o resultado disso é que elas não conseguem formar squads para trabalhar rápido no desenvolvimento de projetos. A prototipagem, por essência, diminui o tempo de desenvolvimento e lançamento de um projeto a favor de um cliente ou de sua própria estrutura”, finaliza Ícaro.

 

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