Meio&Mensagem

Evento ProXXIma

17 E 18 DE NOVEMBRO - WTC SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

O que esperar do Startup Lounge?

Empreendedores que estarão no WTC falam da expectativa sobre a feira e o ecossistema do segmento hoje no Brasil

Amanda Schnaider
26 de abril de 2019 - 11h04

Stands no piloto do Startup Lounge 2018 (Crédito: Eduardo Lopes/ Imagem Paulista)

Além do ProXXIma Startup, competição de pitchs que acontecerá pela 8ª edição, o evento também contará com o Startup Lounge, uma feira com 22 empreendedores para mostrarem o que há de inovador em suas soluções. Em 2018, um projeto piloto da feira contou com quatro empreendedores que tiveram seus stands no evento. Neste ano, o Radar Santander patrocina a iniciativa.

De acordo com Pyr Marcondes, diretor da M&M Consulting, “o Startup Lounge é uma oportunidade para as startups se mostrarem para o mercado quanto para o mercado conhecer as soluções dessas empresas”. As confirmadas no evento são Chiligum, Fala Universidades, iSportistics, mLabs, NMind, OQ Digital, Refinaria de Dados, Torabit, Trakto, Trampos, Vizzto, Waba, Zeeng, Netcos, Keepi Media, Cobrefacil, Eyxo, Allright Media, Ramper, Clint, Digital Land e Dex01.

Nicolas Gastaldi, CEO e cofundador da NMind, empresa de inteligência de mercado que mapeia hábitos dos consumidores e desempenho das marcas nos pontos de venda, afirma que estão construindo uma solução de business intelligence que conecta o online e offline. “Às vezes, acabamos encontrando aquela última pecinha que faltava para gerar um grande negócio apenas ao bater um bom papo com outros empreendedores e pessoas do mercado e, geralmente, são nesses papos que surgem as grandes alianças”, diz o empreendedor.

“O ProXXIma é uma ágora digital e, para nós da plataforma OQ Digital, uma grande vitrine para o mercado de comunicação”, comenta Cadú Senna, CEO e fundador da plataforma de fidelização e engajamento, que levará para seu stand uma cloud platform white label de mídia digital. Vinicius Gholmie, CEO e fundador da iSportistics, uma plataforma baseada em inteligência artificial que captura dados em tempo real de transmissões esportivas ao vivo ou on demand, concorda com Cadú: “O ProXXIma é um evento focado no mercado publicitário e de marketing, e dentro das nossas aplicações de AI, apresentamos diversas novas maneiras de usar o conteúdo esportivo como veículo para expor marcas, converter usuários, posicionar e vender produtos”. Segundo Gholmie, a iSportistics deverá apresentar suas aplicações voltadas a publicidade, como formatação autônoma de vídeos highlights e publicidade holográfica baseada em AI.

Ecossistema em ascensão
O que esse ambiente de inovação espera para o futuro, especialmente num mercado complexo para o empreendedor como é o brasileiro? Nicolas, da NMind, acredita que é um setor que pode dar excelentes frutos para quem estiver apto a enfrentar os desafios. “Nos últimos tempos, o nosso mercado está vivendo um boom de open innovation (grandes empresas embarcando startups no seu dia a dia), possibilitando essa troca de conhecimentos e metodologias”, comenta.

Para Cadú, o amadurecimento do empreendedor brasileiro, o envolvimento de grandes empresas com o ecossistema e outras variáveis fazem com que startups de base tecnológica tenham um caminho muito promissor pela frente. “Cloud computing, APIs, blockchain, AI e real time: essas cinco tecnologias combinadas podem criar grandes oportunidades e um efeito positivo em qualquer setor que elas forem aplicadas”, afirma o empreendedor.

Gholmie concorda com Senna no que diz respeito ao amadurecimento do ecossistema de startups no Brasil, mas ressalta que assim como todo processo de desenvolvimento, ainda há exageros. “Nem toda nova empresa é uma startup, nem toda startup é a solução para o seu problema de inovação, nem tudo que envolve startups é bom, nem tudo que é corporativo é ruim. E assim por diante”, diz. O CEO da iSportistics acredita que a evolução do mercado depende de sua inserção no universo empresarial.

Na visão de Igor Puga, diretor de marketing do Santander, patrocinador do evento, os mercados financeiro e publicitário vivem momentos muito parecidos de ressignificação. Porém, segundo ele, o financeiro está um passo à frente na questão de saber o real impacto que as startups têm na indústria, no share, nas receitas e nos faturamentos. O publicitário ainda é, segundo Puga, refém dos grandes players, como Facebook, Google e Amazon, enquanto há uma “manada monstruosa” de pequenos players digitais que ajudaram a transformar o ecossistema do financeiro.

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