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17 E 18 DE NOVEMBRO - WTC SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

“O ao vivo extrapola o quente e o agora”

A tecnologia tem potencializado a produção de conteúdo, entretenimento e ativações de marca levando mais emoção ao público

Fernando Murad
9 de maio de 2018 - 15h35

Vanessa Oliveira (VIU), Maria Laura Nicotero (Momentum) e Gaetano Lops (Gael/MKTG) (crédito: Denise Tadei)

“O ao vivo faz todo mundo parar. É um momento de luxo”. Com essa frase, Vanessa Oliveira, diretora de projetos digitais da VIU, da Globosat, começou sua apresentação no painel “Produção: mas é on ou é off?”, cuja proposta era debater como a conectividade e a interatividade estão transformando a forma como a produção de conteúdo e entretenimento ao vivo acontecem atualmente.

“O ao vivo extrapola o quente e o agora. O ao vivo é pessoal e tem possibilidades em janelas diferentes. Não existe verdade absoluta, quanto mais nos embrenhamos, mais aprendemos”, comentou Vanessa. A Globosat tem usado o conteúdo ao vivo de diversas formas, como notícias no Facebook, games no Twitter e entretenimento no YouTube, por exemplo. Em outros casos, o programa encerra na TV e continua no digital.

Neste ano, o principal case da programadora foi a cobertura do festival Lollapalooza, realizado em São Paulo, no mês de março. O projeto envolveu os canais Bis e Multishow, na TV por assinatura e na internet, e as plataformas Twitter, Instagram e Facebook. Além das transmissões nos na TV e nas mídias sociais dos canais, a estratégia teve lives de PC Siqueira e Põe na roda direto de suas casas, vídeos customizados para as marcas parceiras (Petrobras, Doritos, Samsung, Next e Budweiser) e um projeto envolvendo Globosat, Google e Bradesco para a entrega de conteúdo no YouTube antes, durante e depois do festival.

“Não foi fácil fazer tudo acontecer. O desafio de uma estratégia multiplataforma é ser local, e quando consegue, transporta o público para todos os lugares”, pontua Vanessa. “Nosso mundo é digital, mas tem que ser trazido para a realidade para emocionar. Quando levamos isso para uma ativação, conseguimos passar emoção de forma mais imediata. Trata-se de usar a tecnologia para passar a emoção sem a pessoa estar lá”, complementou Gaetano Lops, diretor geral da Gael e da MKTG, do Grupo DAN.

Um show da banda Coldplay no qual todo o público usava uma pulseira que acendia e formava desenhos automaticamente no estádio, um show de imagens virtuais criadas por 1.374 drones na China, uma loja virtual da Ikea que permita ao cliente escolher e comprar a decoração da sua casa, uma ação da Topshop que colocou os visitantes das suas lojas na primeira fila de um desfile de moda via realidade virtual e a comemoração do Dia do Solteiro do Alibaba que levou o consumidor, também através da realidade virtual, para fazer compras em outro país foram alguns dos cases apresentados por Gaetano (veja vídeos abaixo).

“Não é possível pensar em evento e em ativação sem vazar na internet. Tem que pensar na ideia, e ela tem que ser foda. O cliente não está preparado, principalmente as áreas de compra. Mas tenho sentido uma porta aberta para essa discussão. O modelo de negócio da indústria está mudando. É um caminho sem volta. O modelo antigo já morreu faz tempo. Têm muitas formas, depende do cliente e do quer fazer. Tenho escutado coisas bacanas, principalmente dos modelos de remuneração”, disse Gaetano.

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