Meio&Mensagem

Evento ProXXIma

17 E 18 DE NOVEMBRO - 09H30 ÀS 20H00 WTC SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Tecnologia: mais um dos desafios femininos

A receptividade da indústria digital às profissionais mulheres tem aumentado, mas ainda há muito a melhorar

Igor Ribeiro
8 de maio de 2018 - 17h18

O  ProXXIma 2018 trouxe, com o debate “Tecnologia, substantivo feminino”, a questão da diversidade ao centro do debate do Golden Hall, no WTC em São Paulo. Com moderação de Ana Cortat, sócia fundadora do Hybrid Colab, o painel envolveu temas como o equilíbrio entre vida familiar e trabalho, iniciativas corporativas para mudança de cultura e a importância do desenvolvimento humano para abarcar questões como equidade de gêneros e racial ante à preocupação meramente tecnológica.

 

Riza, Fiamma, Ana e Andrea no ProXXIma 2018 (Crédito: Denise Tadei)

Para Andrea Dietrich, consultora em estratégia digital e inovação, o avanço digital traz “essa abertura e possibilidades onde não há mais espaços para separação. Em 2010 quando estava desenvolvendo a parte de digital no Pão de Açúcar, ainda tinha de cruzar as ideias de gênero e competências, pois eram os meninos de tech e as meninas de marketing. Hoje já não há mais isso. Assim como não se discute mais capacidade, não se discute mais a questão técnica da tecnologia, mas sim o que ela entrega.”

Questionada por Ana sobre a importância da pauta feminista no seu dia a dia como executiva principal do Twitter no Brasil, Fiamma Zarife disse que “diversidade não é opcional, é mandatório”. Ela reforçou como é necessário ter na equipe pessoas com diferentes gêneros, idades, raças, opiniões e skills para compor um ambiente de fato enriquecedor. “Isso causa uma tensão criativa que traz resultados muito positivos para a empresa em todos os sentidos. Temos uma agenda muito robusta e positiva sobre como trazemos essa transformação internamente e como inspiramos outras empresas”, falou Fiama.

O debate também trouxe o contexto histórico de desafios para as mulheres que desejam ter carreiras profissionais estruturadas sem perder de vista o projeto familiar. Para Riza Soares, managing director da Smartclip no Brasil, um dos benefícios da transformação digital é que ela “propicia um ambiente mais inclusivo. Passando o período de licença maternidade, a mãe pode trabalhar de casa, mais próxima da família, mantendo questões essenciais para esse momento”.

Numa provocação, Ana Cortat perguntou quantas mulheres negras havia na plateia e somente uma pessoa levantou a mão. “É reflexo da sociedade e de nossas corporações”, provocou. Para começar a mudar esse panorama, Andrea fez uma simples sugestões às empresas: “Experimente. Quanto mais estivermos abertos a experimentar e testar, vamos ter ganhos muito maiores. Fazemos parte da geração mais plural em torno de engajamento e contato com empresas. E trabalhar com propósito e com a sociedade como um todo, incluindo seus colaboradores e fornecedores”.

 

 

 

 

 

 

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