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Evento ProXXIma

17 E 18 DE NOVEMBRO - WTC SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Publishers experimentam novas receitas

Executivos do Uol, Globo e Record conversam sobre alternativas de monetização mantendo a produção de conteúdo de qualidade

Igor Ribeiro
9 de maio de 2017 - 21h14

Encerrando o primeiro dia de ProXXIma, Eduardo Becker, diretor de comercialização de mídias digitais da Globo; Ricardo Dutra, diretor geral do Uol; e Antonio Guerreiro, superintendente de estratégia multiplataforma da Record TV, debateram sobre formas de manter o conteúdo relevante e gerador de negócios no ambiente digital. A seguir, os principais conceitos apresentados pelos executivos das principais marcas de entretenimento e jornalismo online do País.

 

Antonio Guerreiro, Eduardo Becker e Ricardo Dutra conversam comPyr_Marcondes (Crédito: Celina Filgueiras)

Mudanças nas demandas das marcas
“Há cinco, dez anos, conteúdo de qualidade era um ativo que se bastava, era importante. Hoje, as marcas procuram contexto, audiência, e a venda é muito mais consultiva. Não é só métrica. Há inclusive agências mais avançadas que falam de modelo de atribuição, que percebem meu papel se eu faço o lead, para gerar uma busca, para levar para uma plataforma” Ricardo Dutra

“Discutimos muito internamente o que é produção e distribuição. As novas plataformas, próprias e não-próprias, criam muitas soluções a gente conversa muito para trazer ao mercado soluções que sejam agnósticas à plataforma. Assim, a venda passa a ser muito menos push é muito mais pull. Temos de entender melhor o problema, na conversa com agências e clientes, e trazer ele pra casa. A decisão é muito mais estratégica do que simplesmente entregar um plano de mídia na mão do cliente.” Eduardo Becker

Planejamentos multiplataforma
“Minha função é, como a de todo mundo aqui, buscar dinheiro novo. Se para isso a gente precisar integrar e fizer sentido, sim. É tudo ao mesmo tempo agora. Para a gente conseguir mapear o que tem de mais valioso no mercado, temos de estruturar uma solução que leve em conta previsão, que procura casar, sim, com portal, mas é muito mais que isso… Em 2017, só portal não dá! Para ajudar a pensar mais, criamos, por exemplo, o ACLR, para viabilizar também conteúdo de influenciadores (não só da Record, é super aberta), assim como desenvolvemos o Hub e o Play… Mas temos de ter sempre cuidado porque não existimos só para atender ao cliente, mas principalmente o internauta / telespectador / audiência, seja lá como se chame…” Antonio Guerreiro

“Fazer conteúdo é caro e dá trabalho, portanto precisa estar muito estruturado para fornecer soluções de comunicação que sejam relevantes. Então, quando faz sentido, devemos envolver diversas empresas do grupo numa só estratégia, seja a Globo.com, a Editora Globo ou a Globosat.” Eduardo Becker

Pontos de contato com o público
“A gente percebe que tem uma grande audiência gravitando e tentamos pegar as oportunidades. Muitas vezes acertamos, como no caso do Uol Host ou do PagSeguro, mas também experimentamos e erramos. O Shop Uol foi um caso, um comparador de preços que durou pouco tempo… Percebemos que os anunciantes querem cada vez mais soluções integradas de online e off e produzimos muito conteúdo para as marcas — que é das marcas mesmo, livre para veicular em outras plataformas. Mas não precisa ficar só por aí.” Ricardo Dutra

“TV fala com 100 milhões de pessoas pro dia e a Globo.com, com 80 milhões por mês, então são plataformas de abrangência por excelência. Mas que sempre se relacionaram também com construção de marca. Aprendemos ao longo do tempo o que o consumidor costumava ser ao longo da sua jornada: um indivíduo que a gente imaginava sentado no sofá. Hoje temos uma visão de que esse cara acorda, vê o jornal, sai de casa, acompanha as notícias pelo celular, chega ao escritório etc. Como impactar ele nesses diferentes momentos, por meio de diferentes plataformas? A gente estuda a melhor ferramenta e cria a melhor estratégia para o objetivo do cliente. Não há modelos pré-programados. Nos nossos verticais há momentos diferentes de consumo e públicos diferentes, seja no G1, no Gshow ou no Globo Esporte, que podem ser casados com outros produtos, dependendo da demanda do anunciante.” Eduardo Becker

“A gente vive um momento de olhar para o bastão de revezamento. Parece óbvio ainda dizer isso, mas é fato que o cara é impactado por diferentes meios e diferentes mensagens, na especificidade de cada meio, da hora que acorda até ir dormir. Sera que a gente de fato impacta um moleque de 16 anos que só vê YouTube? Que acorda com iPhone e não tem a menor ideia do que é uma programação linear? Quem me entrega a ferramenta tecnológica que me diz que o sujeito que viu o Jornal da Record ou o Jornal Nacional ontem a noite é o mesmo cara que está numa game network no dia seguinte? Estamos muito focados nas pontos de contato com essas diferentes gerações e menos no contexto.” Antonio Guerreiro

 

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