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Evento ProXXIma

17 E 18 DE NOVEMBRO - WTC SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

O negócio da China para empresas digitais

In Hsieh, CEO da China Brazil Internet Promotion Agency, explica por que o país asiático vem gerando tantos unicórnios, empresas com valor acima de US$ 1 bilhão

Luiz Gustavo Pacete
9 de maio de 2017 - 22h50

A expressão “negócio da China” nunca fez tanto sentido quando o assunto é tecnologia e inovação. Se o senso comum determina que o país asiático é somente ávido por commodities e matéria-prima, grandes companhias chinesas mostram ao mundo que inovação e tecnologia é o que mais se respira em muitas das cidades chinesas. “Os clichês relacionados à China sempre foram muitos, mas é hora de desconstruir tudo que já foi falado sobre o país e enxergar com mais atenção aos movimentos de inovação e tecnologia de lá”, disse In Hsieh, CEO da China Brazil Internet Promotion Agency, durante o ProXXIma 2017.

In Hsieh, CEO da China Brazil Internet Promotion Agency (Crédito: Denise Tadei)

Segundo In Hsieh, a maior prova do êxito tecnológico da China está nas grandes empresas que saíram de lá e hoje valem fortunas nas bolsas pelo mundo. Entre elas, o grupo chinês Alibaba cujo IPO, abertura de capital, em 2014, foi o maior da história, avaliado em US$ 25 bilhões. “E não só a China é um grande berço de inovação, como os grandes fundos de investimentos de lá começam a olhar países como o Brasil”, observa In Hsieh. Além do Alibaba, ele aponta outras grandes empresas chinesas de tecnologia como a Xiaomi, Baidu, Chetaah e outras. O Baidu, por exemplo, na semana passada, anunciou que será o parceiro oficial da Netflix na China, feito inédito para a plataforma de streaming que tentava entrar no mercado chinês.

“Muitas das grandes cidades chinesas, antes conhecidas por suas vocações para mercados como autopeças, automotivo e construção, agora estão desenvolvendo suas vocações de tecnologia e, muitas delas, sendo chamadas de Vale do Silício Chinês”, diz In Hsieh. Dentre os grandes centros de inovação da China está a região de de Zhongguancun, situada a noroeste de Pequim, a região concentra empresas e universidades voltadas a pesquisa e inovação. Dentre elas, globais como Google, Intel, Oracle, Sony, Microsofot e outras.

Com o objetivo de colocar o Brasil no mapa de inovação da China, In Hsieh traz ao Brasil, no final de maio, o Chinnovation 2017 que pretende reunir mais de trinta empresas de tecnologia da China com valor somado de US$ 190 bilhões. Entre as marcas que participarão do evento estão o gigante tecnológico Baidu, o player de transporte urbano Didi, que recentemente investiu na 99, o agregador de notícias Topbuzz, o app de imagem Meitu,o player de live streaming Kuaishou e o utilitário móvel Cheetah Mobile.

Zhongguancun, região que concentra inovação na China

Maior investidor estrangeiro no Brasil desde 2009, a China também enviará ao Chinnovation representantes de fundos de Venture Capital, como a Beam Capital e Grand View Capital. “Apenas estes dois fundos possuem US$ 100 milhões disponíveis para investir exclusivamente em mercados fora da China”, afirma In Hsieh, Do lado brasileiro, mais de 500 executivos C-Level, de empreendimentos de internet, inscreveram-se no evento, entre eles representantes de entidades que receberam investimentos chineses nos últimos dois anos, como a 99 e o Peixe Urbano.

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