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Telecom, publishers ou conglomerados de mídia?

Aproximação entre empresas de telecomunicação e companhias de conteúdo é tendência global, mas exige superação de gargalos tecnológicos

Bárbara Sacchitiello
9 de maio de 2018 - 19h08

Tim Mahlman (à esq.) ouve a explicação de Ricardo Sanfelice, em painel mediado por Pyr Marcondes (Crédito: Denise Tadei)

A importância do conteúdo deixou de ser algo percebido e aproveitado apenas pelos publishers. Companhias de outras áreas, como as de telecom, passaram a ver no conteúdo uma fonte promissora de negócios e de conexões com pessoas e tornaram esse pilar um significativo alicerce de suas operações.

A análise foi feita por Tim Mahlman, presidente da plataforma de publishers da Oath, conglomerado norte-americano, subsidiária da Verizon e proprietária das empresas Yahoo e AOL. Ao citar exemplos de granes fusões de companhias de telecom com grupos de mídia, como a da AT&T com a Time Warner e o interesse da Comcast no negócio para mostrar que a união de grandes companhias que unem tecnologia e conteúdo é uma movimentação global.

“Se olharmos para as grandes companhias do mundo, quase todas são empresas de vídeo ou de tecnologia. Essas fusões e aquisições irão desenvolver um setor estruturado na distribuição de conteúdo e em sua monetização”, disse Mahlman.

O executivo aponta que a batalha pela atenção do consumidor será o grande embate da indústria de comunicação no futuro e que a tecnologia será o apoio para a distribuição de conteúdo e para a conexão com os consumidores de maneira transparente e multiplataforma.

Após a explanação de Tim Mahlman, Pyr Marcondes, diretor da M&M Consulting, convidou ao palco Ricardo Sanfelice, vice-presidente de digital e inovação da Vivo, para dar o contexto brasileiro sobre a tendência de aproximação entre conteúdo e telecomunicações.

O profissional relatou que a Vivo vem procurando ampliar a oferta de conteúdo aos clientes por meio de parcerias e que, por enquanto, é nessa estratégia que a companhia se apoia. “Temos iniciativas próprias de conteúdo, mas focamos principalmente em conteúdo de terceiros, que vão desde transmissão da NBA, conteúdos de revistas, vídeos e musicais. Recentemente, fizemos a movimentação de aquisição do Terra, que já fazia parte internacionalmente no grupo Telefonica. Hoje, o Terra é mais uma plataforma pela qual oferecemos conteúdo aos usuários e marcas. No futuro, não descartamos criar outras ofertas de conteúdo”, disse Sanfelice.

O executivo ressaltou, no entanto, que as companhias de telecomunicações ainda têm um gargalo tecnológico a superar no Brasil. “Falamos muito das transformações que o 5G trará para toda a indústria, mas é preciso reconhecer que, no Brasil, poucas pessoas têm acesso ao 4G. O consumo muda rapidamente, mas precisamos resolver essas questões para poder pensar em novas formas de entrega de conteúdo”, declarou.

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