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Startup é inovação, não paleteria mexicana

Profissionais debateram a necessidade de as empresas não verem mais a inovação como modismo e sim como algo fundamental para sua evolução a longo prazo

Bárbara Sacchitiello
9 de maio de 2018 - 16h42

Participantes destacam o papel das startups (Crédito: Denise Tadei)

As diversas transformações que a indústria publicitária enfrenta traz para os donos de empresas a inquietação de que algo precisa ser feito. Ainda que a resposta do quê, exatamente, seja essa necessidade, a busca por algo novo que seja capaz de conduzir os novos negócios para um rumo mais promissor e mais conectado com os novos estilos de consumo é algo que pauta as estratégias de quase todas as companhias envolvidas na cadeia de comunicação. Nesse contexto, as startups passaram a ser vistas como o elixir da renovação.

Esse conceito atribuído às iniciativas da nova economia foi o tema do painel “O Painel das Startups na Transformação Digital”, que contou com representantes de três empresas da cadeia das startups: Pedro Englert, da Startse, Rodolfo Santos, da Bossa Nova Investimentos e Pedro Waengertner, da Ace. Com exemplos de sua área de atuação, os profissionais debateram as maneiras como o mercado enxerga o papel das startups como elementos de impulsão dos negócios e de implantação de uma cultura inovadora.

Os debatedores comentaram que a aproximação entre empresas e startups só resulta em efeitos positivos quando as organizações se dispõem a deixar a inovação penetrar em sua estrutura cultural. “Não estamos mais na era de competição entre startups e empresas, mas sim na era das startups com as empresas. É esse mundo casado se vai funcionar, mas desde que as pessoas daquela companhia tenham segurança de se abrir e experimentar a inovação”, diz Pedro Englet. O profissional também disse que incorporar a cultura de uma startup é algo que não deve ficar restrito aos sócios e proprietários, e sim ser disseminado por toda a companhia.

Representante da aceleradora Ace, Pedro Waengertner alertou para o risco de as companhias ainda virem as startups como um modismo, deixando de aproveitar seu real potencial de inovação. “A maioria das grandes empresas que nos procuram para incubar startups faz essa busca por ver que as demais empresas também estão fazendo e achar que precisam seguir essa tendência. Startup não é modismo. Não é como abrir lojas de paletas mexicanas. É algo que deve ser usado como oportunidade para renovar processos, trocar experiências e trazer inovação para organização, disse Waengertner, em comparação com o negócio que parecia ser um os mais promissores do setor de alimentação, que atraiu diversos empreendedores e que, posteriormente, acabou saindo de moda.

Defensor que a união de empresas e stratups permite também a ampliação dos serviços dentro de uma lógica de compartilhamento de ideias, Rodolfo Santos declarou que, do ponto de vista dos investidores, é necessário que existe um intermediador entre as duas pontas. “É preciso que uma pessoa fique no meio desse processo, traduzindo as ideias da empresa para a startup e vice-versa, a fim de evitar choque de cultura. Trabalhar com uma nova cultura inovadora é um processo que exige educação e aprendizado, pois é algo que exige muita flexibidade e, claro, correção de erros. Se queremos adotar uma cultura inovadora é preciso quebrar essa ideia empresarial que temos no Brasil de punir o erro”, comentou Santos.

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