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Você já conversou com um pão de forma?

O uso da inteligência artificial evoluiu e as máquinas começam a estar presentes em cada vez mais setores e funções, segundo Mauro Segura, da IBM, humanização é o desafio

Luiz Gustavo Pacete
8 de maio de 2018 - 12h40

Você já conversou com um pão de forma? Surpreso? Sim, já é possível. E esse experimento foi utilizado por Mauro Segura, diretor de marketing da IBM Brasil, para mostrar como o uso da inteligência artificial está cada vez mais presente nas funções variadas. “Trazer valor às pessoas, permitir experiências e funcionalidades de uma forma cada vez mais humanizada, esse é o principal papel da inteligência artificial”, disse Segura.

 

Mauro Segura (Crédito: Denise Tadei)

Na entrevista com o pão, intermediada por um aplicativo, o executivo perguntou sobre ingredientes como a ausência ou não de glúten e a data de validade. “São centenas de serviços nas redes que o Watson (sistema de inteligência artificial da IBM) agrega e já permite distribuir em várias funções e setores”, afirmou Segura. Sobre questões relacionadas à segurança, ele garante que não existe riscos envolvidos, já que todos os dados em que o sistema opera é de propriedade das empresas que usam o serviço. “Isso é superimportante em um momento que discutimos o valor dos dados e do conhecimento”, disse.

De acordo com Segura, o argumento de que inteligência artificial é cara ou restrita somente a empresas grandes não se sustenta. “Boa parte dos projetos começam com ideias que adotam experimentos em estágios diferentes da tecnologia. ” Ele ressaltou o papel da tecnologia no marketing. “A aplicação de IA no marketing vai trazer otimização, personalização, experiência inovadora e mais da metade dos profissionais avaliam que a IA vai impactar a interação das experiências pessoais”, disse, citando uma pesquisa da Salesforce Research.

Abaixo ao chatbot burro

Ao demonstrar vários exemplos da aplicação de inteligência artificial, Segura destacou que chatbots, os sistemas de IA utilizados em chats e, em sua maioria, no atendimento a clientes, vivem uma fase de aprimoramento e cada vez mais evolução. “Já não é possível oferecermos chatbots burros. A evolução da tecnologia e das possibilidades farão com que a experiência seja cada vez mais inteligente”, disse. Segura levantou um ponto discutido no painel anterior sobre transformação digital questionando o público sobre qual é o papel do marketing neste processo e quem lidera a transformação digital da organização.

Ele mencionou outra pesquisa, do IBV que aponta melhores práticas para o uso do IA nas empresas dividido em algumas dicas: dê espaço para a inclusão na estratégia de transformação digital e não faça nada isolado. Desenvolva skills de negócios no time de marketing e não somente skills digitais. E, por fim, considere a IA como oportunidade para colaboração e inovação.

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