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9 E 10 DE MAIO DE 2017 | SHERATON SÃO PAULO WTC HOTEL - SP

IoT pode gerar trilhões de dólares em negócios

Alexis Frick, da Euromonitor, forneceu um panorama sobre o potencial tecnológico e de mercado da internet das coisas

Igor Ribeiro
10 de maio de 2017 - 16h50

Em muito breve, você provavelmente poderá ler uma matéria como esta no espelho de seu banheiro, enquanto escova os dentes, antes de sair de casa pela manhã. Esse panorama que Alexis Frick, gerente de pesquisa da Euromonitor International, apresentou no painel “A internet das coisas vai gerar negócios? Como?”, no ProXXIma nesta quarta-feira, 10.

Alexis Frick, da Euromonitor (Crédito: Denise Tadei)

Essa transformação aponta para uma profunda conexão entre objetos e eletrodomésticos na casa e fora dela, e desses itens todos com a internet, com a nuvem e com nosso smartphone — a chamada IoT, de Internet of Things. “O impacto econômico dessa onda nos próximos anos é uma estimativa que varia muito, de centenas de milhões de dólares a dezenas de trilhões, mas certamente terá um impacto profundo em nossas vidas”, disse Alexis.

O profissional apontou alguns mercados em que o conceito já é realidade. Na Coreia do Sul, por exemplo, de todas as máquinas de lavar do país, 37% já eram conectadas em 2016 e, nos Estados Unidos, 15% das geladeiras se ligam à internet.

Alexis também citou cases, como a Samsung, que fez uma parceria com a Mastercard possibilitando à geladeira adquirir diretamente, via e-commerce, itens em falta, além de ter uma câmera interna que permite saber pelo celular o que está faltando, caso o consumidor prefira ele mesmo fazer as compras. Contou ainda sobre a A GE Appliances, que instalou o sistema Amazon Dash Replenishment Service, que agenda para receber diretamente em casa detergente e amaciante para lava-roupas quando identifica que está acabando.

Claro, há barreiras, uma das mais fortes para países emergentes como o Brasil é a conectividade. Por outro lado, outra dificuldade é a privacidade de dados, que é uma preocupação maior em mercados desenvolvidos. Em países como China, Tailândia, Brail e Índia, os consumidores estão muito disponíveis para compartilhar informações pessoais com fabricantes

 

“Muita gente fica pensando que é invasivo, mas é como conta em débito automático no banco… Tem certas coisas que não queremos ficar pensando todo mês, tem de fazer mesmo”, afirmou Alexis. Ele citou um produto em desenvolvimento pela startup americana Oak Labs, que desenvolve o espelho inteligente para provadores em lojas. “Quando um cliente entra em um provador, o espelho identifica um casaco e uma bota e dá uma sugestão: ‘Não quer um cinto que combine?’ E ele já pode pedir ao atendente que traz o cinto no tamanho certo. Dá ainda para monitorar as luzes da cabine e até fazer o pagamento diretamente”.

Também relatou a parceria entre GM e IBM para levar o Watson ao sistema OnStar, para identificar hábitos e preferências do condutor e dar recomendações, como restaurantes preferidos, o posto mais próximo quando estiver esgotando a gasolina, assim como sistemas de pagamento abordo. “Por que não prover a melhor experiência ao consumidor? Como ajustar a temperatura do carro automaticamente e regular o banco do motorista?”, imaginou Alexis.

Segundo ele, a empresa Evrything já trabalha em um projeto comercial para dar identidade digital a cada item produzido, uma bolacha, batom, camiseta. Uma delas é a Avery, com a qual firmaram acordo para produzir 10 bilhões de itens conectados à internet, como calças, camisetas, sapatos… “Vão ter uma identidade digital única, com sensores, que podem ser rastreados na nuvem e com os quais se pode fazer promoções, como pode dar entradas vips em eventos ou descontos em restaurantes”, contou Alexis.

O profissional da Euromonitor relatou que a Alexa, assistente de voz inteligente da Amazon, é hoje o dispositivo mais popular em termos de casa conectada. “E é um dispositivo open source, qualquer programador pode criar uma novidade e disponibilizar para download direto ao consumidor final”.

“Claro, há barreiras, uma das mais fortes para países emergentes como o Brasil é a conectividade. Por outro lado, outra dificuldade é a privacidade de dados, que é uma preocupação maior em mercados desenvolvidos. Em países como China, Tailândia, Brail e Índia, os consumidores estão muito disponíveis para compartilhar informações pessoais com fabricantes, enquanto lugares como Reino Unido, Japão e Alemanha tem consumidores com muitas preocupações em fornecer esses dados”, disse Alexis. Ele concluiu dizendo que, embora seja um assunto estimulante, é hoje muto mais uma evolução do que uma revolução. “Há uma base instalada de produtos e bens ‘burros’ que demora para serem substituídos, uma geladeira pode demorar 15 anos para ser trocada, enquanto um smartphone é reposto a cada um ano e meio em média”, relatou.

 

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  • Dee Trindade

    “Entra dentro” é de lascar hein?

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